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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

A Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) estimou na sexta-feira que a queda do euro vá contribuir para atrair cada vez mais turistas ao Algarve, sobretudo britânicos, calculando, para este ano, um crescimento superior a 5% dos oriundos do Reino Unido.

Em comunicado, a AHETA estimou que a queda da cotação do euro “vai refletir-se no aumento da procura externa, nomeadamente de turistas oriundos do Reino Unido, mas também dos restantes estados-membros da União Europeia”.

A associação calcula que, caso as atuais variáveis económicas e diretivas do Banco Central Europeu se mantenham e o euro continue a desvalorizar, “os fluxos turísticos oriundos do Reino Unido possam crescer mais 5 por cento, enquanto a procura interna deverá aumentar cerca de 6 por cento”.

A queda do euro será duplamente benéfica para o Algarve, acredita a AHETA, uma vez que os destinos turísticos concorrentes fora da zona euro se apresentarão mais caros, o que fará a procura interna, que já vem crescendo nos últimos dois anos, “crescer exponencialmente”.

De acordo com os empresários do setor hoteleiro, a desvalorização do euro foi responsável pelo aumento da procura por parte do mercado britânico no Algarve, no ano passado.

“Em termos homólogos, a cotação do euro baixou 13% e 20% para a libra e dólar, respetivamente. Acresce que, em 2014, o euro já havia desvalorizado, em média, 6,6% face à libra e 12 por cento para o dólar”, ilustram.

A associação considera mesmo que um dos fatores que mais contribuiu para a perda de competitividade do turismo algarvio foi a adesão de Portugal ao euro e o facto de a moeda europeia ter continuado a valorizar-se, ao longo dos anos, face ao dólar e à libra esterlina.

“O facto do preço do petróleo ter caído cerca de 50 por cento nos últimos meses, tem reflexos directos no custo dos combustíveis e, por essa via, na factura do transporte aéreo, o que aliado às baixas taxas de juro em todo o espaço europeu, deixam antever um bom desempenho do sector turístico do Algarve para o ano de 2015”, concluem.

Segundo a Região de Turismo do Algarve, em 2014, a região registou aproximadamente 16,4 milhões de dormidas.

Os responsáveis pela maior parte das dormidas no Algarve em 2014 foram os turistas britânicos (5,1 milhões), seguidos dos alemães (1,5 milhões) e dos holandeses (1,3 milhões).

Só no mês de agosto o Algarve registou três milhões de dormidas, um número considerado “recorde” por Desidério Silva, que destacou ainda o facto de a região ter ultrapassado um milhão de voltas de golfe logo no mês de novembro.

Também pela primeira vez, em 2014, o aeroporto de Faro movimentou mais de seis milhões de passageiros.

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