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Hoteleiros algarvios preocupados com greve de motoristas mas confiantes nos serviços mínimos

Foto © Rui Minderico/Lusa

A principal associação hoteleira do Algarve mostrou-se hoje “preocupada” com o impacto da greve de motoristas de mercadorias pesadas, quando há mais de um milhão de pessoas na região, mas acredita que os serviços mínimos evitarão situações de desabastecimento.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) alertou para o facto de o Algarve ter nesta altura “1,3 milhões de pessoas, das quais 900 mil são turistas e, destas, 25 a 30% são crianças” – e que “estão mais vulneráveis” relativamente à alimentação ou higiene por se encontrarem fora da sua residência.

Elidérico Viegas advertiu que estes números obrigam o Governo a ter uma “atenção especial” com a região e a definir serviços mínimos que defendam o peso económico que o turismo tem para o país, para evitar que a greve marcada para 12 de agosto tenha um impacto negativo tanto para os residentes, como para os turistas.

Segundo aquele responsável, a população presente na região na época alta “não se coaduna com aqueles serviços mínimos expressos na lei” e, nessa perspetiva, estes deverão garantir o abastecimento de combustíveis para a hotelaria, para as pessoas que se desloquem de para o aeroporto, bem como para os turistas nacionais, que terminam as férias.

Contudo, o presidente da AHETA acredita que o Governo “não deixará de tomar as medidas mais ajustadas e necessárias” para evitar desabastecimentos nos hotéis, sobretudo ao nível de gás para “prestar refeições” e de gás ou diesel “para água quente e água sanitárias”.

O presidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes, também se mostrou confiante de que a greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias “não venha a ter grande impacto na região”, embora possa “causar sempre transtornos”.

“Ao contrário do que aconteceu na Páscoa, conhecer com alguma antecedência o período da greve permitiu-nos trabalhar de forma a darmos o nosso contributo para enriquecer a proposta de serviços mínimos”, destacou à Lusa.

João Fernandes disse que a proposta apresentada ao Governo sobre as necessidades do Algarve foi elaborada em conjunto com as empresas e associações do turismo de forma a salvaguardar a acessibilidade e mobilidade na região e o fornecimento de combustíveis e de víveres a hotéis e restaurantes.

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