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“É um insulto aos algarvios em particular e aos portugueses em geral”, diz em comunicado a direção da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), que pede que a campanha seja suspensa e que os referidos cartazes sejam retirados de todo o país.

Um dos cartazes da campanha disseminada por todo o país em “outdoors” mostra imagens de uma praia algarvia completamente deserta num determinado dia e hora de agosto de 2012 para justificar que é em Guimarães “onde tudo acontece”.

“Para além do mau gosto e ignorância dos seus autores esta campanha fere de forma grave os interesses da maior actividade económica nacional e dos seus agentes e trabalhadores, sendo penosamente lesiva da nossa economia”, diz a AHETA.

A maior associação de hoteleiros do Algarve diz apoiar a divulgação do evento mas afirma não aceitar que isso seja feito “à custa e contra a imagem” da região através de publicidade “enganosa” e “paga com dinheiros públicos”.

Por isso exige que a campanha – promovida pela Fundação Cidade de Guimarães e Turismo de Portugal e apoiada pelo Ministério da Cultura -, seja suspensa e que seja feito um pedido de desculpas formal ao Algarve.

“É verdade que já nos habituámos a brincadeiras promocionais de mau gosto no passado, mas não podemos continuar a calar a nossa voz e a ignorar, mais uma vez, esta ofensa à dignidade, bom nome e respeitabilidade de todos nós”, diz a AHETA.

A direção daquela associação diz ainda que as “desculpas esfarrapadas já não chegam” e questiona qual seria a reação de outras áreas do país se a campanha fosse a favor do Algarve “denegrindo a imagem de outras regiões portuguesas”.

Lusa

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