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A Igreja algarvia despediu-se ontem da irmã Maria da Glória Pinto, da congregação das Carmelitas Missionárias, que vai regressar a Espanha.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A irmã Glória Pinto, natural de Marco de Canavezes, distrito do Porto, estava no Algarve desde 2010, mas anteriormente tinha estado de 1977 a 1990 e de 1995 a 2008, tendo sido uma das fundadoras da comunidade algarvia das Carmelitas Missionárias.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Ao longo destes 36 anos de serviço no Algarve, foi ainda catequista, orientadora de grupos, ministra extraordinária da comunhão, leitora e agente de acompanhamento espiritual de idosos, entre outros serviços. Desde 2010 era também a presidente do Secretariado Regional da CIRP – Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal.

Ontem, na eucaristia, que teve lugar ao final da tarde na igreja de São Luís de Faro, para agradecer o serviço realizado pela religiosa, o bispo do Algarve explicou que “na vida consagrada, a mudança de comunidades significa despedimento também”. “Obriga-nos a nos libertarmos de tantas coisas inúteis que se vão acumulando ao longo dos anos. É a hora de se desfazer disso para ficar com o «pé mais leve» para seguir Cristo”, referiu D. Manuel Quintas.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“A oportunidade da irmã Glória ter sido transferida transformámo-la em oração”, prosseguiu, referindo-se ao “sentido de louvor ao Senhor por tudo aquilo que realizou na irmã Glória e, através dela, para a diocese, particularmente na cidade de Faro”. “Irmã Glória, obrigado!
Isto não é uma despedida. Na Igreja não há despedidas. É um até já. Continuamos vizinhos”, rematou o bispo diocesano.

A religiosa agradeceu a D. Manuel Quintas, ao pároco, padre Rui Barros, e aos restantes padres e diáconos presentes. Destacou a presença de jovens do último grupo de que foi catequista, do Carmelo Missionário Secular que acompanhou “durante bastante tempo” e das inúmeras consagradas. “Acho que estão aqui as comunidades todas das consagradas do Algarve de quem tive proximidade. Trabalhei com muito gosto e acompanhei estas comunidades e hoje tive a surpresa de que elas estivessem aqui”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A irmã Glória Pinto disse sentir “um carinho muito grande” pela diocese algarvia. “Acho que dei o melhor de mim, com muitas fraquezas como toda a gente, mas também acho que o Senhor me deu o dom em cada momento para realizar a minha missão”, afirmou.

“Fui missionária em África durante 10 anos, antes do Algarve, e continuo a ser missionária. Continuarei a ser missionária aonde a glória de Deus me envie. A vida consagrada é assim. Se calhar, estava a precisar de um desprendimento porque eu já me considerava «museu» desta diocese. Mas, à distância, rezarei e estarei sempre convosco numa atitude de ação de graças e de louvor. Vou para perto. Quando passe tudo isto que nos está a impedir de muita coisa tenho lá as portas abertas para receber-vos. Obrigada por tudo”, concluiu.

A religiosa seguirá para Trigueiros na vizinha Diocese de Huelva.

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