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Já há muito que a Diocese do Algarve vem assinalando este dia – em que toda a Igreja celebra o Pentecostes (a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo), considerado como o dia do nascimento da Igreja –, com uma ação celebrativa convergente no termo de cada ano pastoral “para que se avalie, se reze, se celebre e se confraternize a comunhão de fé, de esperança e de caridade”. Em 1999 essa ação realizou-se sob a forma de peregrinação a Fátima e a partir de então determinou-se que o ritmo sequencial seria marcado pela realização de um Dia Vicarial, uma Jornada da Igreja Diocesana ou uma Peregrinação Diocesana.

Com muitos dos católicos empenhados na colaboração da campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, a Jornada da Igreja Diocesana deste ano, sob o lema “Viver em Cristo a comunhão e a Missão”, congregou em Silves apenas uma representação do clero, dos consagrados e dos leigos (entenda-se, não clérigos) em torno do seu bispo, ao longo de um dia que começou com uma participação de cerca de 200 pessoas e que terminou com cerca de 500 participantes presentes na Eucaristia.

Durante a celebração que teve lugar no Pavilhão de Feiras e Exposições da FISSUL, onde se centrou quase toda a jornada, o bispo do Algarve destacou o sentido daquele encontro. “Este dia devia constituir para todos nós um tempo de exame de consciência. Empenhámo-nos em promover uma pastoral de missão centrada na experiência de Deus em Cristo e edificar com Maria uma Igreja evangelizada e evangelizadora? Crescemos na consciência da nossa comum corresponsabilização na pastoral vocacional, na valorização da família e defesa da vida, na prática e promoção da caridade?”, interrogou D. Manuel Quintas, acrescentando: “é possível que sim, em alguns aspetos. Noutros, talvez precisemos crescer mais”.

O prelado, que logo pela manhã afirmara que a Lectio Divina “tem vindo a ser tão positivamente aproveitada por tantos grupos”, disse olhar para os últimos seis anos “com olhar positivo”. “É importante que continuemos a crescer e que cresça em nós a sensibilidade na pastoral vocacional”, afirmou, lembrando que “estes temas não acabam agora”. “Temos de continuar a rezar, continuar a apostar na pastoral familiar e na dimensão sóciocaritativa”, complementou.

O bispo do Algarve prosseguiu o desafiou ao futuro, referindo-se ao próximo programa pastoral que guiará a Igreja algarvia até 2017. “Queremos deixar-nos conduzir pelo Espírito, abertos às propostas pastorais que nos guiarão nos próximos anos. Queremos responder à exigência da formação cristã, à descoberta de novas formas do exercício do ministério sacerdotal e crescer na implementação da diversidade de ministérios laicais”, afirmou D. Manuel Quintas na Eucaristia em que foram enviados cinco dos seis leigos algarvios que irão este ano em missão para Angola e Moçambique.

À comunicação social presente, o bispo do Algarve disse ainda que a dimensão missionária, “como expressão da maturidade na fé”, é “o acento” do programa dos próximos anos. “É preciso redimensionarmos o modo como nos situamos e servimos a Igreja, de maneira que possa daí resultar um serviço mais eficaz”, concretizou.

Lectio Divina é uma forma aprofundada de oração, a partir da leitura da Bíblia, que exige disponibilidade de tempo e de espírito. Caracteriza-se por quatro etapas: leitura, meditação, oração e contemplação/aplicação à vida.

Samuel Mendonça
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