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A diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) destacou as palavras “verdade, coragem, paciência e discernimento”, da mensagem do Papa para o dia mundial deste setor, “decisivas para a vida de todos” num momento da pandemia.

“Aquilo que mais nos implica, que mais nos faz refletir, que mais nos desafia é a capacidade de contarmos a verdade e quando o mundo enfrenta o momento que estamos todos a enfrentar nós precisamos mesmo da verdade que nos pode tranquilizar, que nos pode alertar, que nos pode criar expetativas de superação, e por outro lado não podemos ignorar, nem podemos ser enganados, nem podemos disfarçar a verdade”, disse Isabel Figueiredo, em entrevista transmitida no dia 18 de maio no programa Ecclesia, na RTP 2.

“‘Para que possas contar e fixar na memória’ (Ex 10, 2). A vida faz-se história” é o tema da mensagem do Papa Francisco para o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica celebra este domingo, 24 de maio.

A diretora do SNCS, da Igreja Católica em Portugal, realçou também as palavras “coragem, paciência e discernimento”, que o Papa “na mensagem frisa e parecem, neste momento, decisivas para a vida de todos”.

“A comunicação social tem feito um trabalho extraordinário de ir à procura dos heróis, que no dia-a-dia estão a fazer toda a diferença e achei interessante como podemos voltar atrás num texto e encontrar o presente”, explicou a responsável, realçando do documento a necessidade de “histórias que falem da heroicidade oculta no dia-a-dia”.

Para Isabel Figueiredo, “toda a sociedade tem de estar consciente” do que é que tem sido feito pela comunicação social que “tem ajudado” a viver o confinamento, “até ter esta noção de que é algo que ultrapassa completamente” as pessoas e atinge o mundo inteiro” e perceber o que é que se pode “fazer” e todos serem “tocados por estes tais heróis que estão na linha da frente e trabalham”.

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, dos Bens Culturais e das Comunicações Sociais, da Conferência Episcopal Portuguesa, onde pertence o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, destacou que entre os heróis nesta pandemia do Covid-19 estão os trabalhadores desta área.

“Tem a gentileza e cuidado de sublinhar no seu texto o trabalho da Comunicação Social, a gratidão que expressa, e o lançar sempre para esta noção que o serviço da comunicação social é para todos, e todos temos que o reconhecer e trabalhar por ele”, assinala Isabel Figueiredo.

Neste contexto, a diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais desafiou “todas as pessoas” a verem no site da Agência Ecclesia a relevância dos meios de comunicação social na pastoral da Igreja neste tempo de confinamento onde vão encontrar o que “na verdade se está a fazer em termos de realidade de trabalho, de desafios, de propostas”.

A Conferência Episcopal Portuguesa nomeou Isabel Figueiredo no dia 2 de maio de 2019, há cerca de um ano, e a responsável afirma que tem sido “uma ótima experiência”, onde tem ido “conhecer localmente os trabalhos de comunicação social” nas dioceses, em visitas que “dão fruto”.

Neste âmbito, assinala a variedade de artigos de opinião que já estão a ser publicados no site da Agência ECCLESIA, com “o olhar de pessoas espalhadas por todo o país e que trabalham nesta área”, e do estrangeiro, e a apresentação anual da mensagem do Papa que este ano foi na Diocese de Bragança-Miranda, em 2021 é no Algarve e no ano seguinte na Diocese de Setúbal.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi a única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II, no decreto ‘Inter Mirifica’, em 1963; assinala-se no domingo antes do Pentecostes (24 de maio, em 2020).

A mensagem do Papa para esta celebração alerta para as narrativas “falsas” e “devastadoras” que marcam a comunicação atual, apelando a um maior espaço para “boas histórias”.

“Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o ‘deepfake’), precisamos de sabedoria para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas”, escreve.

O texto tem como tema “‘Para que possas contar e fixar na memória’ (Ex 10, 2). A vida faz-se história”, centrando-se no papel central que a “narração” tem na história do ser humano.

Francisco indica que as pessoas têm “necessidade” de se narrar a si próprias, uma narração ameaçada constantemente pelo mal. 

Ecclesia

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