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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

A igreja de Armação de Pêra, que ficou destruída após um incêndio na sequência de um assalto ocorrido em agosto do ano passado, vai ser reaberta no dia 21 de março deste ano, cumprindo-se assim a vontade da comunidade de que as celebrações da Semana Santa, de 29 de março a 5 de abril, já possam ser lá celebradas.

O anúncio foi feito pelo bispo do Algarve, no passado fim de semana, no encerramento da visita pastoral a Armação de Pêra e Porches.

D. Manuel Quintas explicou que a celebração da reabertura incluirá a dedicação (consagração a Deus) do novo altar que foi construído. “Vamos unir-nos para louvar o Senhor e para lhe dar graças por tudo aquilo que é expressão da reabertura e da dedicação do novo altar”, anunciou.

As obras começaram no início de dezembro do ano passado e na altura o pároco explicava ao Folha do Domingo que estava a ser “feito tudo” para que as celebrações pascais pudessem ser realizadas na igreja.

O templo tem vindo a ser recuperado com a ajuda de duas empresas – o empreendimento turístico de cinco estrelas Vila Vita Parc, localizado entre aquela localidade e Porches, e a empresa Simão & Martins, de Lagoa, responsável pelos trabalhos de reparação – e de donativos de particulares.

A Câmara de Silves também aprovou um subsídio que, segundo o sacerdote, será de cerca de 30 mil euros. “Esperemos que essa verba seja disponibilizada e, se possível, alguma coisa mais também”, referia o padre Joaquim Beato ao Folha do Domingo em dezembro passado.

Na altura, o prior adiantou que o orçamento da intervenção necessária seria de cerca de 235 mil euros, mas apenas seriam realizados os trabalhos prioritários de forma a reduzir a despesa.

Logo após a ocorrência, a comissão fabriqueira da paróquia abriu uma conta bancária solidária (NIB 0035 0107 00007261 830 07) para que se pudesse contribuir para o restauro.

Desde agosto que as eucaristias têm vindo a ser celebradas num salão atrás da igreja, onde existia um antigo supermercado, disponibilizado para o efeito pelos seus proprietários, e no salão do Clube de Futebol “Os Armacenences”, também por disponibilidade da sua direção.

O crime continua a ser investigado pela Polícia Judiciária, mas o prior diz não conhecer desenvolvimentos ao caso.

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