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Igreja de Giões precisa de obras urgentes

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Foto © Samuel Mendonça

A chuva que tem caído intensivamente no Algarve nos últimos dias evidenciou a urgência: a igreja paroquial de Giões precisa de efetivas obras de recuperação.

Na manhã da passada quinta-feira chovia e bem na Serra do Caldeirão e dentro da igreja, durante a eucaristia que precedeu a bênção e inauguração do salão paroquial, a água também caía, concorrendo para a degradação do teto, altares, pavimento, pinturas e da própria estrutura do edifício.

No estudo prévio que realizou para a intervenção a levar a cabo – apresentado na quinta-feira na sessão da inauguração que se seguiu à eucaristia –, o arquiteto Victor de Brito destacou que para além da cobertura deixar entrar água por causa de telhas “em muito mau estado”, há também “problemas graves nas paredes” como as fissuras já visíveis permitem perceber.

Aquele técnico refere existirem também, para além das “zonas húmidas graves”, problemas a outros níveis. “Temos situações de empolamento de pavimentos porque há mistura de materiais que não são compatíveis”, explicou na apresentação que fez, referindo-se ao mau estado do pavimento utilizado composto por tacos de madeira e por mosaicos hidráulicos.

Victor de Brito destacou ainda o deslocamento de pedras que fecham os arcos da nave central e lamentou a degradação da pintura do teto. Segundo o arquiteto, a intervenção a realizar deverá incluir ao nível do pavimento a substituição dos mosaicos cerâmicos (nas naves laterais) com aplicação de pedra idêntica à existente na zona central e a beneficiação de tacos de madeira, onde se inclui a substituição das peças em mau estado.

Ao nível das paredes, os trabalhos deverão incluir, no interior, a sua fixação, reboco e pintura, bem como das pedras de fecho de arcos e, no exterior, o reboco e pintura. Em relação à cobertura, a obra deverá incluir a sua substituição total, incluindo o ripado e as asnas de madeira, e a montagem de uma sub-telha no novo telhado.

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Foto © Samuel Mendonça

A intervenção deverá ainda incluir a beneficiação dos vãos interiores de portas e janelas, a mudança do altar-mor, onde se inclui o rebaixamento da estrutura atual e a construção de uma rampa exterior para o acesso de pessoas com mobilidade condicionada. Numa segunda fase da intervenção poderão ser incluídos outros trabalhos como a substituição do tecto-falso da sacristia e dos vãos de janelas e portas do sótão.

Segundo o arquiteto, a primeira fase da obra deverá custar cerca de 92 mil euros.

O diácono Albino Martins, da paróquia de Giões, explicou que a recuperação da igreja paroquial será submetida a uma candidatura a fundos comunitários do Programa Operacional Regional aplicado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

Aquele responsável paroquial acompanhou no passado dia 23 de novembro, juntamente com a arquiteta Marta Santos, uma visita de técnicos da CCDR que incluiu também uma passagem pela igreja de Alcoutim que também apresenta problemas na cobertura.

A ser aprovado, o financiamento ascende a 75% do valor total da intervenção, mas o presidente da Câmara de Alcoutim assumiu na quinta-feira que a autarquia se compromete com os restantes 25%. “Se me quero comprometer com os 25%? Sim!”, garantiu Osvaldo Gonçalves em resposta ao diácono Albino Martins que lembrou que a igreja “é um património de todos, não obstante ser paroquial e diocesano”.

Também o bispo do Algarve destacou que a igreja paroquial é “casa comum”. “De certa maneira aquilo que se faz de melhoramento na igreja é como se cada um o fizesse na sua própria casa, porque todos nós sentimos esta casa como nossa, também do ponto de vista afetivo”, afirmou, lembrando que aquela é também casa das gerações que precederam a atual.

“Compete-nos, não apenas usufruir deste como um espaço de encontro, de oração, de saborear a presença de Deus e de encontrar a força para a nossa vida, mas queremos também ser responsáveis pela preservação daquilo que é de todos. Estou certo que essa recuperação se vai fazer. Nós também servimos a comunidade quando sabemos que interpretamos o sentir e o desejo daqueles que servimos”, prosseguiu.

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