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“O fundamental é ser verdadeiramente discípulo do Senhor. E só um verdadeiro discípulo tocado e convertido pela palavra se torna um verdadeiro evangelizador”, advertiu o padre Flávio Martins, na eucaristia de encerramento do Dia Diocesano do Catequista que teve lugar no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Loulé, popularmente conhecida como Mãe Soberana.

“Podemos saber muita psicologia, podemos ler muita pedagogia, conhecer muitas técnicas de catequese, mas se não conhecermos Jesus, as catequeses não servem de nada”, acrescentou o sacerdote, lembrando que “tudo”, na catequese, deve ser “em função de Jesus Cristo” “e não Jesus Cristo em função do resto”. “Tudo serve para ajudar a conhecer melhor Jesus Cristo, e não o contrário”, frisou.

Neste sentido, aquele responsável lembrou que “a razão de se ser catequista é Jesus Cristo”. “Será que eu acredito que Jesus Cristo é verdadeiramente a Boa Nova? Porque se eu não acreditar não tem efeito a proclamação que faço. É este Jesus que me impele a gastar a minha vida por querer que os outros participem da mesma alegria que eu vivo e experimento”, sustentou, lembrando que “ninguém se auto-intitulou ou escolheu catequista da paróquia, mas foi chamado ou escolhido para exercer o ministério”. “É importante tomarmos consciência que exercemos este ministério porque Deus nos chamou, através da Igreja, a fazê-lo, que não o exercemos sozinhos mas fortalecidos com a presença do Espírito Santo e revestidos desta força que vem do alto”, complementou.

O sacerdote lembrou ainda que “a catequese só tem sentido e só resultará se nascer da palavra [de Deus] e do altar”. “É própria palavra [de Deus] que dinamiza a vida de cada um de nós, do nosso grupo, dos nossos jovens e das nossas crianças. Quereis que os jovens continuem na Igreja, a testemunhar a fé depois do Crisma? Basta que acrediteis na palavra [de Deus], basta que cada um de vós acredite que é possível viver esta alegria do reino de Deus”, sustentou, desfiando os catequistas a centrarem a sua missão na palavra de Deus, preparando o “coração das crianças” para a escutar.

No final da eucaristia foram entregues diplomas jubilares a três catequistas com 25 anos de serviço e os certificados aos que concluíram o Curso de Iniciação em 2011-2012.

Samuel Mendonça

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