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A iniciativa, que ficará patente ao público até ao dia 25 deste mês na igreja da Misericórdia da cidade tavirense, é composta por trabalhos de artistas algarvios de pintura, pintura digital, escultura, fotografia e azulejaria. Stela Barreto e Clara Andrade na pintura; Tiago da Silva na pintura digital; Arlindo Arez, Henrique Silva, Teresa Paulino e Pedro Félix na escultura; André Boto e Miguel Veterano na fotografia; e Teresa Mariano na azulejaria, são os conceituados artistas participantes, muitos deles mais conhecidos no estrangeiro do que no Algarve e em Portugal.

A mostra, é subordinada ao tema sobre o qual refletiu o próprio Fórum Cultural – “Cultura e identidade, a fidelidade à verdade” –, embora as três grandes expressões artísticas tenham temáticas próprias: Escultura – “Sentido da criação”, Pintura – “Mistério da Identidade”, Fotografia – “A Identidade Religiosa Algarvia”.

Na sessão de inauguração, que contou com a presença de muitos dos artistas com obras expostas entre outras personalidades da cultura algarvia, Sandra Moreira, do Sector Diocesano da Pastoral da Cultura, explicou o objetivo da iniciativa. “Esta exposição pretende ajudar à reflexão sobre a nossa identidade e rumos que queremos seguir para nos mantermos fiéis, quer a essa identidade, quer ao espírito cristão, mas sobretudo para podermos estabelecer pontes de contato entre os vários nichos da vida cultural e artística deste Algarve tão falado pelo turismo, tão rico de história, tradição e património, mas tantas vezes esquecido e minimizado”, afirmou.

Dália Paulo, diretora regional de Cultura do Algarve, regozijou-se com o trabalho “excelente, sério, honesto e pioneiro” desenvolvido pela diocese algarvia neste sector. “É uma alegria imensa perceber o trabalho que a diocese está a fazer nesta área com o padre Carlos de Aquino ao leme desta excelente equipa. Era tempo de o fazer. Estão de parabéns por fazerem esta ligação da Igreja à sociedade e à vida, através da cultura. É uma maneira de criamos identidade, de pensarmos o nosso território e de valorizarmos o que nele se faz”, afirmou.

Depois de 25 de maio, a exposição irá estar patente, até julho, na capela do Paço Episcopal de Faro, seguindo em agosto para Lagos e em setembro para Vila Real de Santo António. Em cada um destes locais, a mostra deverá ser complementada com a realização de uma tertúlia.

Samuel Mendonça
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