Igreja do Algarve em festa pela ordenação de novo diácono rumo ao sacerdócio
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Igreja do Algarve iniciou cadeia de oração pelas vocações consagradas

A cadeia de oração permanente ao Santíssimo Sacramento (lausperene), que a Igreja Católica algarvia promove anualmente desde 2004, teve início ontem à noite na igreja de Vila Real de Santo António, e vai prolongar-se ininterruptamente, dia e noite, durante os próximos 15 dias até dia 18 deste mês.

“Quinze dias de entrega, de amor e de súplica a este Senhor que sempre nos escutou e que certamente nos escutará. Todo o tempo que for oferecido a Ele será tempo ganho, fecundo, de graça e de bênção”, considerou o reitor do Seminário da Diocese do Algarve, entidade que promove a iniciativa, na eucaristia que precedeu o início do lausperene.

“Colocar-nos-emos, mais uma vez, de joelhos diante do Senhor Jesus para lhe dizer: «Senhor, precisamos de sacerdotes, precisamos de ministros que nos dispensem o perdão, que nos ofereçam a eucaristia, de guias e de pastores»”, afirmou o padre António de Freitas, que convidou a Igreja algarvia a olhar para esta cadeia de oração “não como um mero cumprimento anual de um programa pastoral já pré-instituído, mas como cumprimento da palavra de Deus”. “O lausperene que hoje inicia deve ser visto por nós como um apelo a retomarmos sempre de novo, e com renovado vigor, esta atitude de insistente súplica a Deus pelas vocações”, sustentou na celebração que contou com cristãos não apenas da paróquia anfitriã, mas também Faro, Loulé e Boliqueime, o que levou o sacerdote a evidenciar a dimensão diocesana daquela iniciativa.

Aquele responsável lembrou ainda que cada paróquia é geradora de vocações ao sacerdócio, “não só quando do seu seio comunitário brotam rapazes ou homens disponíveis para esta missão, mas também quando reza ao Senhor da Messe, fazendo surgir em outras partes da diocese vocacionados para este ministério”. “Quando nasce, por graça de Deus, um novo padre para a nossa diocese, é cada uma das suas paróquias que gera e dá à luz, a partir de Deus, esse ministro”, reforçou, lembrando a importância da oração e que “cada comunidade cristã deve sentir-se permanentemente chamada a ser uma «mãe fecunda» de novos ministros de Deus, oferecendo-se dia e noite na oração ao Senhor pelas vocações ao sacerdócio”.

O reitor do Seminário de Faro pediu assim “que as vocações sacerdotais possam ser permanentemente acarinhadas, cuidadas e rezadas por cada um” e exortou à oração em família pelas vocações.

O sacerdote frisou ainda que o Seminário é responsabilidade de todos os cristãos e não apenas da equipa formadora, desafiando a terem-no nas suas preocupações para que possam “estar à «cabeceira», dia e noite, da vida de cada seminarista, de cada vocacionado, de cada padre, rezando para que o Senhor o ampare e sustente cada um daqueles a quem Ele chama ao sacerdócio”.

Dirigindo-se aos jovens presentes, o reitor do Seminário de São José de Faro disse-lhes que talvez Deus lhes tivesse querido “falar ao coração” naquela noite para lhes sussurrar que precisa da sua vida “para espalhar o evangelho, para tornar presente a eucaristia, para oferecer o perdão no sacramento da reconciliação”. “Se Deus vos chama não tenhais medo, se Deus vos toca o coração não tenhais medo de seguir esta aventura. Não receeis porque aqueles que somos padres não somos infelizes. Por vezes cansados, com muitas responsabilidades. Às vezes com amarguras, mas qual será a vida que não tem isto?”, prosseguiu.

Neste sentido, garantiu que ser padre não é “enveredar por um caminho de solidão”, mas antes “por um caminho de total pertença e de entrega ao Senhor e a sua Igreja”. “Se o Senhor vos chama, aceitem o convite. Não tenham medo”, pediu, acrescentando: “dar uma oportunidade a Deus, significa dar uma oportunidade a nós mesmos, dar uma oportunidade de realizar em nós aquilo que é a vontade do Senhor e a vontade do Senhor é sempre a melhor de todas as opções na nossa vida”, frisou.

O padre António de Freitas destacou ainda a paróquia de Vila Real de Santo António como um “viveiro de vocações”, lembrando que dali nasceram nos últimos anos dois diáconos e três sacerdotes, um dos quais já falecidos. “É um lugar especial de oração e de gratidão pelo dom das vocações sacerdotais a Deus, lugar onde se torna bem evidente que Deus não abandona o seu povo, que Deus não esquece a nossa diocese, que Deus faz surgir, conforme as necessidades, aqueles que devem exercer o ministério, sendo pastores e guias das comunidades”, afirmou, lembrando a “gratidão que a Diocese do Algarve deve manifestar sempre para com esta comunidade cristã”.

O lausperene decorre no âmbito da Semana dos Seminários que se realiza a nível nacional de 12 a 19 deste mês. Assegurado pelas paróquias que constituem as quatro vigararias de Loulé, Portimão, Tavira e Faro, pelas comunidades, congregações, grupos e movimentos católicos da diocese algarvia, segundo o programa divulgado pela Diocese do Algarve (disponível abaixo), o lausperene tem como objetivo pedir a Deus vocações de consagração, tanto no sacerdócio, como na vida religiosa ou nos institutos seculares.

A cadeia de oração terminará então no próximo dia 18 com a celebração eucarística na igreja matriz de Almancil, pelas 21h, com instituições de dois seminaristas nos ministérios dos acólitos e dos leitores.

Programa do Lausperene 2017

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