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Igreja do Algarve terminou encontros vocacionais que mobilizaram quase 400 adolescentes e jovens

Encontro_vocacional_fuseta
Encontro na Fuseta
© Samuel Mendonça

O Secretariado da Pastoral Vocacional da Diocese do Algarve encerrou no passado sábado o périplo de encontros vocacionais dirigidos aos adolescentes e jovens das paróquias das quatro vigararias que constituem a Igreja algarvia com o encontro na Fuseta, para aqueles destinatários das paróquias da vigararia de Faro.

Depois dos encontros realizados para os adolescentes e jovens das paróquias da vigararias de Tavira, em Cachopo (10 de novembro), de Portimão, naquela cidade (18 de janeiro) e de Loulé, naquela cidade (15 de fevereiro), o encontro, destinado a membros das paróquias da vigararia de Faro, contou com cerca de 100 participantes.

Estas iniciativas vocacionais, intituladas “À descoberta”, tiveram por base uma reflexão sobre a passagem bíblica das Bem-aventuranças, a partir da qual os participantes desenvolveram dois trabalhos de grupo, cujas apresentações antecederam sempre a conclusão dos encontros que contaram ainda com a celebração da eucaristia. Um incidiu na atualização do texto aos dias de hoje e resultou na concretização de uma pintura e o outro derivou na realização de um pequeno vídeo.

O encontro em Cachopo foi o único que não seguiu esta estrutura por ter sido adaptado à realidade do restrito grupo de participantes. Naquela iniciativa só participaram oito adolescentes e jovens da paróquia de Cachopo, a totalidade dos membros daquela catequese paroquial.

O padre Pedro Manuel, responsável do Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional, explicou ao Folha do Domingo que o objetivo vocacional destas iniciativas visou sobretudo os adolescentes e jovens do 7º ao 10º ano das catequeses das paróquias que as receberam. “No entanto, abrimos ao resto da vigararia porque temos vindo sempre a fazer trabalhos vicariais”, justificou, considerando que, tendo em conta o objetivo, “o balanço é muito positivo”.

“A semente é sempre lançada e alguma coisa fica sempre. Neste trabalho vocacional, especificamente, não conseguimos nunca encontrar resultados porque o trabalho vocacional é Deus que faz. É Deus que chama para o serviço concreto da sua Igreja”, complementa, acrescentando haver “rapazes e raparigas que se vão questionando: as raparigas de uma forma muito mais discreta e silenciosa e os rapazes de uma forma muito mais objetiva, não com a objetividade dos números que nós gostaríamos mas, possivelmente e discretamente, com alguma segurança que nós nem sempre encontramos noutro tipo de atividades”. “O fruto de um trabalho vocacional não se mede imediatamente. Há pessoas que recebem hoje uma «semente» e que só 10 anos depois é que dizem: «ainda bem que ouvi aquilo naquele dia»”, sustentou.

O padre Pedro Manuel destaca mesmo o trabalho que está a ser realizado no âmbito da pastoral juvenil e vocacional na Diocese do Algarve. “Temos neste momento um trabalho de juventude muito sério a ser feito por detrás de cada coordenação e de cada secretariado e até em cada vigararia com esforços muito grandes de quem está a trabalhar nisso. Vejo que se faz muito trabalho nas paróquias. Há paróquias onde os párocos e catequistas trabalham muito para tudo isto”, refere.

Quanto à continuidade destes encontros vocacionais, que este ano mobilizaram quase 400 adolescentes e jovens (8 em Cachopo da paróquia anfritriã, 160 em Portimão das paróquias de Bensafrim, matriz de Portimão e Monchique, 120 em Loulé das paróquias de Almancil, Loulé e Quarteira e 100 na Fuseta das paróquias de Estoi, Fuseta, Pechão, Quelfes e São Pedro de Faro), aquele responsável admite que poderá ser preciso mudar um pouco a sua estrutura. “Talvez tenha chegado a hora de refletirmos uma coisa diferente”, declarou.

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