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Foto © Samuel Mendonça

A Diocese do Algarve vai privilegiar neste ano de 2016/2017 a Pastoral Familiar, para além da Pastoral Juvenil e da Pastoral Vocacional.

Na Assembleia Diocesana que reuniu no passado sábado cerca de 400 representantes das paróquias, dos serviços e movimentos da Diocese do Algarve no Centro Pastoral de Pêra, a equipa do Sector Diocesano da Pastoral Familiar (SDPF) explicou quais as iniciativas previstas.

Carlos Ferrinho, da equipa diocesana da Pastoral Familiar, destacou que aquele “não é mais um sector”, mas antes uma dimensão “transversal” a todos os sectores da pastoral e de incidência paroquial. “Poderíamos entender como o «cimento» que agrega tudo o resto”, afirmou, apelando a um “trabalho que envolva os diferentes sectores da pastoral”.

Aquele responsável destacou que a Pastoral Familiar, como “educação para a família”, deve ser “pensada numa perspetiva holística”, caso contrário advertiu correr-se o risco de se cair naquilo a que chamou de “pastoral de instante”. Carlos Ferrinho defendeu que a Pastoral Familiar deve estar tão presente na Pastoral Vocacional ou na Pastoral Juvenil como no trabalho contra a pobreza e a exclusão. “Não há vocações se não houver um discernimento familiar. Não há uma juventude saudável se a família também não tiver uma vivência saudável”, evidenciou.

Referindo-se à estrutura orgânica do SDPF, explicou que a mesma é composta pela “equipa central com representantes em todas as vigararias [grupos de paróquias] em conexão uma rede capilar de casais nas paróquias com ligação direta a movimentos que trabalham na área da Pastoral Familiar”. Aquele agente da pastoral explicou que a “rede capilar” é constituída por “casais que, nas paróquias, indicados pelos seus párocos, são o canal de conexão entre a equipa [diocesana] e a própria paróquia”. “A função destas equipas paroquiais é sensibilizar as paróquias para a questão da Pastoral Familiar”, resumiu Carlos Ferrinho.

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Foto © Samuel Mendonça

Relativamente à estratégia pastoral, explicou que as famílias deverão ir trabalhando ao longo do ano pastoral nas paróquias tendo como pano de fundo a exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor). Acrescentou ainda que a “espiritualidade conjugal” será merecedora de uma “aposta e incremento forte” e que prevista está também uma “área de inovação que têm a ver com pastoral do namoro”.

Concretamente sobre as atividades previstas, adiantou que o SDPF incentiva a realização, este mês, de “pequenas peregrinações por família” à própria igreja paroquial, concretamente ao batistério, para renovação das promessas do batismo. “Que este caminhar seja livre e em família. Não há necessidade de o pároco liderar esta experiência”, afirmou, acrescentando que o SDPF elaborará um guião litúrgico de apoio às peregrinações.

Recorde-se que o Programa Pastoral da diocese pede que se faça de outubro “um mês especialmente dedicado às famílias, em ordem à sua integração mais plena na vida paroquial”, tendo em conta a valorização da “integração da família na catequese dos filhos”, a promoção da “celebração jubilar das famílias (visita familiar ao batistério, renovação familiar das promessas batismais)” e a realização de uma “celebração paroquial expressiva do caminho percorrido, no último domingo de outubro (dia 30)”.

Nos dias 22 e 23 deste mês, o SDPF apela também à participação nas Jornadas da Pastoral Familiar em Fátima e no dia 30 propõe a realização em cada comunidade da Festa Paroquial da Família, na qual seja entregue a cada família uma “pequena pagela que pode ser feita nos grupos de catequese”. “Que esta festa possa ser o estímulo para a dinâmica do dia 3 de junho de 2017”, pediu Carlos Ferrinho, lembrando que naquele dia será celebrada a Jornada da Igreja Diocesana, na qual haverá um momento de partilha das vivências realizadas nas diferentes paróquias.

Em março de 2017, no dia 25, o SDPF tem agendado um retiro para casais para “aprofundar a espiritualidade do matrimónio” e por agendar está ainda um curso de formação para agentes da pastoral em articulação com o Patriarcado de Lisboa.

A nível diocesano, as propostas do Programa Pastoral da diocese incluem a promoção de formação a realizar através do CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve, a iniciar, concretamente, para agentes da pastoral familiar.

A nível paroquial é ainda proposto que se crie “um serviço paroquial para acompanhamento dos jovens casais, de modo estruturado e estável”, “dos casais em dificuldade, inclusive após rutura e divórcio”, que se dê realce a “celebrações familiares” como “bênção das grávidas, crianças, idosos e aniversários matrimoniais”.

Pede-se ainda que se proporcione “o envolvimento das famílias na catequese dos filhos de modo a ser assumida, não como atividade extracurricular, mas como experiência de vida e de comunhão com Deus e com a comunidade cristã, fundamental para a maturidade da fé”.

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