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A Câmara de Olhão considera que “esta é mais uma forma de promover e valorizar o património edificado do concelho”. A classificação, proposta pelo Instituto Português do Património Cultural, revela a importância histórica e arquitetónica desta edificação, situada no centro da freguesia de Pechão.

Em 1482 já existia a ermida de São Bartolomeu de Pichão ou Pexão, com capelão privativo. No ano de 1565 regista-se a determinação de se desmontarem dois retábulos e enterrarem as respetivas imagens, o que confirma uma já vasta vivência como local de culto.

A primitiva ermida quatrocentista, da qual não parecem restar vestígios, terá dado lugar à atual igreja, não existindo dados concretos sobre isso, devido ao desaparecimento do arquivo paroquial no tempo das guerras liberais.

Supõe-se que entre 1758 e 1800, o imóvel ganhou a nave atual, já a capela-mor terá sido edificada em 1815. Tendo sido ocupada durante as lutas liberais, o que originou grandes danos, sofreu obras de recuperação, nomeadamente a execução dos altares, datados de 1859 e 1866. No exterior destaca-se uma pequena capela dos ossos, com fachada setecentista.

Pelo facto de a igreja matriz de Pechão ser um testemunho simbólico/religioso da comunidade envolvente e de vivências históricas como as campanhas do Algarve das Guerras Liberais, levou à sua proposta de classificação como MIP, sendo igualmente uma construção que marca a identidade desta freguesia.

“Esta proposta mostra a importância de um dos símbolos arquitetónicos do concelho, como acontece também com os Mercados Municipais de Olhão, outro dos equipamentos cuja consulta pública para a classificação como MIP está a decorrer”, refere o vice-presidente e vereador da Cultura do Município, António Pina.

Considera o autarca que esta classificação poderá “trazer uma maior atenção das pessoas para o património religioso existente no nosso concelho e para esta bonita obra em particular”.

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