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Os cristãos católicos e greco-católicos, evangélicos, anglicanos, luteranos e ortodoxos residentes no Algarve vão voltar a rezar juntos, no dia 18 deste mês, pela unidade das suas Igrejas, associando-se assim à Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que anualmente é celebrada, no hemisfério norte, entre 18 e 25 de janeiro.

No Algarve, a iniciativa, organizada pelo Secretariado para o Diálogo Ecuménico e Inter-religioso da diocese algarvia em parceria com as restantes Igrejas, volta este ano a ter lugar na igreja de São Francisco, em Faro, pelas 16h, com a participação dos responsáveis de cada uma.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2020 foi preparada pelas Igrejas cristãs das ilhas de Malta e Gozo e os subsídios para as celebrações, reflexão e oração do oitavário – que este ano tem como lema a frase do livro dos Atos dos Apóstolos “Eles nos demonstraram uma benevolência fora do comum” (Act. 27,18-28,10) – foram preparados e publicados em conjunto pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e pela Comissão Fé e Constituição (Conselho Mundial de Igrejas).

A passagem bíblica escolhida para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é usada na festa do naufrágio de São Paulo que muitos cristãos celebram em Malta a 10 de fevereiro e o texto de reflexão dos subsídios lembra que também hoje muitas pessoas enfrentam “terrores semelhantes nesses mesmos mares” e a “indiferença humana” sob “várias formas”. “Os mesmos lugares mencionados no texto também fazem parte das histórias de migrantes de tempos modernos”, refere a introdução, lembrando que também noutras partes do mundo muitos vivem “jornadas igualmente perigosas por terra e pelo mar para escapar de desastres naturais, guerra e pobreza”, expostos a “indiferentes forças – não apenas naturais, mas também políticas, económicas e humanas”.

O oitavário de oração pela unidade dos cristãos começou a celebrar-se em 1968 e teve como primeiro tema ‘Para o louvor de sua glória’ (Efésios 1,14).
A comunidade católica integra hoje perto de 1200 milhões de fiéis; a segunda Igreja mais representativa, a ortodoxa, atinge os 250 milhões.
Recorde-se que, as principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra. Luteranos (75 milhões), calvinistas/presbiterianos (80 milhões) e anglicanos (77 milhões) são as principais comunidades das chamadas ‘Igrejas tradicionais’ provenientes da Reforma, a que se juntam 60 milhões que se encontram ligadas ao metodismo.
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