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© Samuel Mendonça
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As Igrejas cristãs do Algarve voltaram a reunir-se na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos para implorarem esse dom do mesmo Deus em que todas crêem.

© Samuel Mendonça
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Católicos, anglicanos, luteranos e ortodoxos (moldavos) encontraram-se, no último sábado à tarde, na igreja da Vilamoura, para rezarem juntos pela unidade cristã durante este período de oração que teve início no passado dia 18 deste mês e que terminou no último domingo em que a Igreja Católica evocou a conversão do apóstolo São Paulo.

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Sob o tema “Dá-me de beber”, do Evangelho de São João, retirado do diálogo entre Jesus e a samaritana, a oração, preparada este ano pelos membros do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil, contou com a presença do bispo D. Manuel Quintas, dos cónegos José Pedro Martins e Joaquim Nunes em representação da Igreja católica algarvia, do pastor Hans Uwe Hüllweg em representação da Igreja Luterana alemã, do padre Ron Curtis em representação da Igreja Anglicana, do padre Ioan Rîşnoveanu, em representação da Igreja Ortodoxa romena e do padre Ioan Gherbovetchi em representação da Igreja Ortodoxa moldava.

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Na celebração, animada pelos jovens católicos da comunidade do Imaculado Coração de Maria da paróquia da Sé de Faro, o bispo da Igreja Católica do Algarve manifestou a alegria da reunião “em família” “daqueles que acreditam em Cristo e que se reúnem para caminhar para a unidade plena”.

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“Este caminho que a samaritana faz é o caminho que somos chamados a fazer para chegar à unidade e à comunhão uns com os outros”, destacou o D. Manuel Quintas, lembrando que “é Cristo que é garantia da unidade plena”. “É Ele que nos une e reúne na mesma fé. É Ele que nos congrega em oração. E sempre que nos reunimos para rezar pela unidade, algo vai-se transformando em nós e à nossa volta. A unidade começa no nosso coração. E começa, sobretudo, em criar espaços para que Cristo tome verdadeiramente conta de nós”, afirmou o prelado, pedindo exortando à continuação da preocupação diária com a causa da unidade dos cristãos.

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O pastor Hans Uwe Hüllweg agradeceu ao bispo do Algarve a “hospitalidade” na cedência da igreja católica do Carvoeiro, no concelho de Lagoa, para o culto luterano, agradecimento que foi repetido pelo padre Ron Curtis pelas mesmas razões.

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Este sacerdote destacou que é muito mais o que une os cristãos de “diferentes denominações” do que os separa na caminhada da fé. O padre Ron Curtis regozijou-se com a possibilidade de celebrar essa relação entre cristãos com “diferentes interpretações”. “A lição de hoje é significativa: a mais bonita mensagem é a de que não devemos ter medo de aceitar os irmãos e as irmãs de diferentes denominações, de diferentes fé e até aqueles que não têm fé”, reforçou.

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A comunidade católica integra hoje perto de 1200 milhões de fiéis; a segunda Igreja mais representativa, a ortodoxa, atinge os 250 milhões.

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Recorde-se que, as principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra. Luteranos (75 milhões), calvinistas/presbiterianos (80 milhões) e anglicanos (77 milhões) são as principais comunidades das chamadas ‘Igrejas tradicionais’ provenientes da Reforma, a que se juntam 60 milhões que se encontram ligadas ao metodismo.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos tem as suas raízes em 1908 e seis décadas depois a iniciativa passou a ser preparada por diversas confissões cristãs, mediante o trabalho conjunto do Conselho Mundial das Igrejas e do atual Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, da Igreja Católica.

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