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Cerca de 100 famílias que vivem em habitações precárias na Praia de Faro serão realojadas num novo bairro, localizado no Montenegro (Faro) e que deverá estar concluído dentro de três anos, revelou Macário Correia (PSD) na quarta-feira.

A ministra do Ambiente, Assunção Cristas, esteve presente na sessão, que decorreu nos Paços do Concelho, nas comemorações do Dia da Cidade, e durante a qual foram assinados os acordos que estabeleceram o arranque do projeto.

O grupo de independentes, liderado pelo ex-presidente da autarquia José Vitorino, lamenta em comunicado que a ministra tenha dado a sua "bênção" a um "mau Polis" e a "fundamentalistas alucinados, esbanjadores de milhões e que desrespeitam a própria lei e as pessoas".

José Vitorino defende que aquelas famílias deveriam permanecer no mesmo local ou eventualmente noutra zona da praia, acrescentando que a prova de que estão a ser "forçadas" a sair de lá é o facto de não terem comparecido na sessão de quarta-feira.

"Estas e outras barbaridades do Polis são capitaneadas por Macário Correia [atual presidente] e pelo PS, que têm mentido dizendo que a saída das famílias será voluntária", refere, sublinhando ainda que o número de casas a construir é inferior ao de famílias que querem expulsar.

A compra do terreno e o financiamento para a construção do bairro, no valor total de 8,5 milhões de euros, foram na quarta-feira acordados entre a autarquia, a Sociedade Polis, a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

A construção dos 100 fogos de habitação custará 5,5 milhões de euros, repartidos entre a ARH, o IHRU e a autarquia, esta última através de um empréstimo a 25 anos.

Lusa
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