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Em nota enviada à Lusa, o INEM esclarece que o helicóptero de combate a incêndios Kamov agora sediado em Loulé – que substitui um helicóptero daquele Instituto entretanto deslocado para Beja – tem um kit de evacuação médica instalado, em permanência, “pelo que a ativação do helicóptero será mais rápida”.

O presidente do PS/Algarve acusou hoje o Governo de marginalizar o Algarve ao transferir o helicóptero do INEM para Beja e sustentou que a instalação em Loulé de um helicóptero de combate a incêndios não resolve o problema, pois o aparelho – alega – não conta com uma equipa médica.

“Contrariamente ao que diz o senhor presidente do PS/Algarve, o helicóptero Kamov terá, 24 horas por dia, um equipa médica do INEM”, sublinha, em resposta, a nota do Instituto.

O INEM observa que em Beja foi instalado um novo helicóptero (que efetivamente era o que estava em Loulé), para garantir resposta a essa região, e Loulé “tem agora o Kamov a fazer também emergência médica, com a equipa médica do INEM”.

De acordo com a comunicação do INEM, os dois aparelhos passam a ter sensivelmente a mesma população para acorrer em caso de emergência, uma vez que os três distritos do Alentejo têm 437.882 residentes e o Algarve tem 451.005.

“Sensivelmente o mesmo, portanto, pelo que se garante agora que as duas regiões têm este tipo de resposta”, comenta a nota do INEM.

Observa ainda que no período de verão – em que a população flutuante do Algarve efetivamente aumenta – o helicóptero que está em Beja voltará ao Algarve, pois os Kamov estarão nessa época afetos aos fogos florestais.

Entretanto, a Empresa de Meios Aéreos desmentiu hoje que o Kamov não possa aterrar na Via do Infante ou na EN 125, uma das questões levantadas pelos autarcas que contestam a substituição do aparelho.

“Efetivamente, o Kamov pode aterrar nestas e noutras condições, desde que garanta uma zona limpa de 40 metros e a inexistência de elementos arquitetónicos soltos nessas imediações”, afirma a empresa.

Por outro lado, sublinha que o tempo de preparação do helicóptero de combate a incêndios é de 15 minutos e não 40 – como referiam alguns autarcas – e chama a atenção para o benefício de o Kamov “poder transportar vários sinistrados, o que só por si poderá corresponder a uma mais valia operacional”.

Lusa

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