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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

A Casa de Nossa Senhora da Conceição, em Portimão, é uma instituição particular de solidariedade social que acolhe crianças e jovens do sexo feminino em risco e está a comemorar 65 anos de vida.

Fundada em 1949 pelo padre Manuel Vitorino Correia, então pároco da matriz de Portimão, e por nove leigos ligados àquela comunidade, aquela obra funcionou até 1990 numa casa junto à igreja matriz, passando nessa altura para o atual edifício, na zona de Coca Maravilhas.

Desde 1986 entregue aos cuidados das irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, a Casa de Nossa Senhora da Conceição, e concretamente o Lar de Crianças e Jovens da Imaculada Conceição, começou por acolher apenas 19 meninas e raparigas do Algarve, dos três aos dez anos. Atualmente, com capacidade para 38 utentes dos três aos 18 anos, acolhe 35, com idades compreendidas entre os seis e os 19 anos, oriundas não apenas do Algarve, mas de outros pontos do país, provenientes de meio familiar desfavorecido e enviadas pelas comissões de proteção de menores, pelos tribunais de menores e pela Segurança Social.

A irmã Isabel Oliveira, da comunidade algarvia das Dominicanas de Santa Catarina de Sena, garante a Folha do Domingo que as problemáticas das utentes “já não são as mesmas” de antigamente. “Agora chegam-nos crianças avançadas para este tipo de instituição, a partir dos 15/16 anos já com vivências muito difíceis. São as próprias jovens que se põem em perigo”, testemunha a religiosa, acrescentando que as utentes que chegam “não têm objetivos de vida”.

Na instituição católica são-lhes ensinados os valores cristãos. Para além de frequentarem a escola e a catequese, têm ainda diversas atividades extracurriculares como judo, voleibol ou vela e participam noutras iniciativas organizadas por associações e entidades. Ao sábado, a catequese é também frequentada por outras crianças daquela zona da cidade que não pertencem à instituição.

No final do tempo de institucionalização, algumas regressam ao meio familiar, outras seguem para famílias de acolhimento e outras tornam-se autónomas. “Ficam sempre com uma relação com a instituição. Temos muitas antigas utentes que vêm visitar a instituição e mantêm relação com as irmãs”, conta a irmã Isabel Oliveira.

Atualmente, a comunidade algarvia das irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena é constituída por cinco religiosas que asseguram o funcionamento da Casa de Nossa Senhora da Conceição, uma das quais presente desde a vinda da congregação religiosa para o Algarve.

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