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Na celebração, a religiosa que está há quase 10 anos no Algarve, concretamente na comunidade de Odiáxere das FMM, lembrou o seu chamamento interpelada por um símbolo que a paróquia colocou a decorar o altar: uma cana de pesca com três corações presos na linha. “Jesus lançou a cana do amor d’Ele e «pescou» o meu coração e eu deixe-me «pescar»”, afirmou.

A irmã Alcinda Reis testemunhou ainda a importância pessoal da comemoração. “Este ano é um ano de acção de graças, de muita alegria e gratidão ao Senhor por me ter «pescado» há tanto tempo e também de acção de graças por todas as pessoas que me têm ajudado a caminhar”.

Natural de Alheira, no concelho de Barcelos, a religiosa entrou em 1962, com 18 anos, no instituto das FMM. Ao longo destes 50 anos, para além do Algarve, esteve quatro anos no Funchal (Madeira), 24 anos em Angola e quatro anos em Cabo Verde, tendo trabalhado sempre na formação de crianças, jovens e religiosas.

A irmã Alcinda Reis reconhece ainda que o testemunho de uma tia sua, pertencente à mesma congregação, assim como a convivência com outras religiosas daquele instituto foi um factor determinante no discernimento da sua vocação. “Foi a maneira de Jesus me «pescar»”, testemunhava ontem, acrescentando a prática da adoração ao Santíssimo Sacramento como outro motivo que a levou a escolher a sua congregação.

A consagrada manifestou ainda a sua disponibilidade para continuar a ir para onde a mandarem. “Quando as superioras quiserem que eu vá para outro lugar, eu vou porque é o Senhor que quer”, afirmou.

A paróquia anfitriã ofereceu-lhe ontem uma lembrança no final da eucaristia.

Samuel Mendonça
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