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Joel e José trouxeram as motas ainda sujas de pó e terra da Guiné-Bissau. Eles partiram de Portugal a 26 de maio e chegaram a Bissau 10 dias mais tarde para distribuírem 20 toneladas de equipamentos hospitalares que andaram a recolher durante vários meses e que seguiram de barco para o país africano.

“O que importa é conseguirmos dizer a estas pessoas que podem continuar a andar de mota e, ao mesmo tempo, aliar a esse prazer a satisfação de ajudar um dos países mais pobres do Mundo”, diz Joel Fonseca a quem se dispõe a ouvi-lo falar desta aventura.

“Fizemos sete mil e 500 quilómetros, passámos por sete países, atravessámos o maior deserto do mundo, subimos e descemos o Atlas, para chegarmos à Guiné, para entregarmos o nosso contributo, para minorar as carências de um país onde, em cada mil, 230 crianças morrem antes dos cinco anos de idade”, recorda.

“Instalámos 20 toneladas de material, equipámos um mini-hospital em Bissau, deixámos a funcionar quatro salas de parto, dois blocos operatórios, uma sala de raios-x, uma sala de neonatologia, um refeitório e uma cozinha”, lembra Joel Fonseca para logo acrescentar: “Se nós conseguimos, qualquer um consegue também”.

Joel Fonseca está no Algarve com o companheiro de aventuras para tentarem encontrar outros que possam e queiram acompanhá-los. O hospital em Bissau precisa de técnicos qualificados para colocar os equipamentos ao serviço das populações e, em simultâneo, dar formação aos guineenses de modo a que, mais tarde, sejam eles a gerir a unidade.

José Miranda fala da Guiné-Bissau com carinho evidente. Diz que deixou lá a alma e que não descansará enquanto “não voltar para solidificar o projeto” que ajudou a pôr em marcha.

Em Faro estão perto de 20 mil motards. Por entre esta multidão, há dois homens que procuram almas generosas de gente pronta para partir para África, em cima de uma mota.

Lusa

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