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“50 mil abortos seriam 50 mil alunos dentro das escolas, seriam professores para dar aulas a 50 mil crianças, seriam Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia a abrir creches e escolas e seria uma produção de calçado e vestuário que faria crescer as empresas em Portugal”, referiu com base na contabilização do número total de abortos legais realizados “por opção” da mulher desde Junho de 2007, defendendo que “esta cegueira, que tem quem está no Governo, tem de ser rasgada”.

A presidente da FPV denunciou ainda que “o aborto legal não resolveu o problema da saúde pública”, pois “continuam a existir complicações do aborto” até porque “não desapareceu a prática clandestina do aborto”. “As complicações do aborto clandestino reduziram para cerca de metade, o que quer dizer que o aborto clandestino está reduzido a metade”, garantiu Isilda Pegado, frisando que a morte de mulheres, decorrente da prática de aborto clandestino, era uma mentira.

Aquela responsável, que explicou que a motivação da FPV não é ideológica mas “porque é preciso que alguém faça este trabalho”, defendeu a mudança da actual lei lembrando que a actual ministra admitiu em Fevereiro deste ano a sua revisão, mas advertiu que a mesma deve ser feita com recurso ao reforço do apoio à mulher. “A mulher é a vítima nesta questão”, lembrou Isilda Pegado, testemunhando que “várias mulheres”, acompanhadas pelas associações da FPV, por “acabaram por não abortar porque tomaram conhecimento do subsídio de natalidade”. Por outro lado, “não tem faltado apoio alimentar” suplementar porque “quando o bebé chora com fome temos de ter o biberão para lhe dar”, complementou.

Aproveitando a presença de Jorge Bacelar Gouveia, deputado do PSD eleito pelo círculo do Algarve, Isilda Pegado salientou que “estas questões têm de ser ditas na Assembleia da República”.

A presidente da FPV anunciou ainda a intenção de preparação de um outro estudo sobre os dados das instituições que apoiam as mulheres.

Samuel Mendonça

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