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O autarca afirmou à Lusa que se o PROTAL for reavaliado terá todo o seu apoio porque há mecanismos previstos no plano, como a distribuição das 24.000 camas turísticas destinadas a toda a região no âmbito dos Núcleos de Desenvolvimento Turístico (NDT), que estão a ser um bloqueio ao investimento.

“Não sou muito adepto da distribuição de camas turísticas da forma como foi feita. À câmara de Tavira calharam 2.610 camas, numa distribuição que na altura se resolveu fazer dessa forma e que hoje, face ao atual quadro económico, talvez não seja a melhor forma de distribuí-las”, afirmou.

Jorge Botelho lamentou ter tido “oportunidades de negócio de entidades que tinham terrenos e queriam fazer uma coisa para 3000 camas turísticas” e Tavira “não ter NDT para essas camas”.

“E isso são oportunidades de negócio que se goram ou ficam adiadas. E as oportunidades de negócio representam também, obviamente, desenvolvimento”, afirmou, frisando que essa entidade “nacional” estaria interessada em fazer “um investimento superior a 150/160 milhões de euros”.

À semelhança do que aconteceu neste caso, o autarca afirmou que já houve outros de promotores “interessados em adquirir terrenos” para projetos “de baixa densidade, a norte da EN 125, sem grande pressão junto ao mar”, mas que também não avançaram.

“Entendo que haja condicionantes, porque isto tem que ter regras, senão matamos a galinha. Mas a avaliação do PROTAL deve ser vista de acordo com o momento económico que temos. E todos os autarcas neste momento, na minha opinião, têm preocupações ambientais e de sustentabilidade para fazerem coisas bem feitas, porque o tempo também ensinou isso”, disse.

O autarca considerou que “a crise do imobiliário também trouxe coisas para a reflexão daquilo que há no território” e “os promotores também estão muito sensíveis a fazer coisas diferentes, mais de acordo com o mercado de hoje”.

“Há que rever isto, sendo certo que as entidades de regulação também devem pôr alguns travões”, reiterou.

Folha do Domingo/Lusa
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