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Carlos Oliveira começou por advertir que “a situação em que o país se encontra não vai melhorar nos próximos anos”. “As previsões para os tempos que aí vêm apontam para um agravamento das condições de vida de muitos dos nossos concidadãos, já que a austeridade que se vai sofrer, em nome da consolidação orçamental, vai conduzir à continuação do aumento do desemprego”, lamentou o presidente da Caritas do Algarve.

Aquele responsável sustentou que “esta situação conduzirá ao congelamento ou diminuição de salários e pensões, à diminuição das prestações sociais e familiares” e ao “regresso de casais jovens ao lar dos pais porque não suportam o custo de vida e os encargos familiares” e disse, estar assim “em crise”, o “modelo de estado social em que temos vivido” e de cuja “equidade, justiça e equilíbrio”, a Igreja é uma “componente importante”.

Carlos Oliveira destacou ainda o impulso dado pela “intervenção e persistência” do bispo do Algarve à ação sóciocaritativa. “Tem olhado para a ação social com um olhar muito minucioso. Tem sido muita a sua preocupação no sentido de verificar até que ponto é que, nas comunidades paroquiais, se exerce a caridade”, sustentou aquele responsável, destacando igualmente a ação do Papa em torno daquele setor e apelando à contabilização, para levantamento futuro, dos apoios paroquiais disponibilizados como resposta à crise.

O presidente da Caritas algarvia anunciou ainda um reforço da colaboração com as conferências da Sociedade de São Vicente de Paulo. “Estamos a criar uma comunhão, independentemente do carisma e da missão específica de cada instituição”, revelou.

Após a introdução de Carlos Oliveira à reflexão do dia, as jornadas tiveram continuidade com a intervenção de Maria Eduarda Ribeiro, da Comissão Justiça e Paz, que defendeu um sistema financeiro que passe a estar ao serviço dos verdadeiros objetivos da economia e um apoio efetivo às famílias para reforço do “laço social”.

De tarde, realizaram-se três painéis sobre “Acolhimento e atendimento social”, “Gestão de meios e recursos para as respostas sociais” e “A visitação – meio operativo de ajuda” nos quais os participantes se inscreveram, de acordo com a sua área de interesse, e, no encerramento, o bispo do Algarve deixou apelo a uma colaboração, cada vez mais abrangente e em rede, que tenha na fraternidade a sua expressão.

Samuel Mendonça

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