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O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, da Igreja Católica em Portugal, incentivou hoje os jornalistas e comunicadores a traduzir “os verdadeiros valores de uma sociedade nova, que está a aparecer”.

“A Comunicação Social, nos seus diversos âmbitos, tem um papel importante e, sobretudo os comunicadores, os jornalistas, em traduzir em realidade presente ser os verdadeiros valores de uma sociedade nova que está a aparecer”, disse D. João Lavrador, no encerramento das Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2020.

O responsável salientou que se está “num tempo novo”, a partir da conferência inaugural do encontro proferida pelo cardeal Portugal D. José Tolentino Mendonça.

“Penso que ainda não assimilamos isto bem, não podemos perder tudo o que tínhamos, mas a perspetiva que estamos numa época nova da história é aqui uma realidade”, acrescentou.

Com o tema ‘Mais do que ligados’, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) promoveu desde quinta-feira as suas Jornadas Nacionais de formação e debate, este ano através das plataformas digitais.

“Temos aqui uma riqueza enorme, de tudo o que temos vindo a refletir em diversos momentos sobre a comunicação na Igreja. Agora precisam de ser estudadas implementadas. Necessitamos todos de nos colocarmos perante os desafios destes tempos”, desenvolveu D. João Lavrador.

Segundo o bispo de Angra, Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2020 resultam um “manancial de conclusões”, desde a intervenção de D. José Tolentino de Mendonça, na abertura da iniciativa, ao resultado da partilha dos seis grupos que refletiram sobre informação, assessoria, imprensa regional, conteúdos digitais, eventos online e geração Z, na sociedade e na Igreja Católica.

Neste contexto, D. João Lavrador destacou a “necessidade de planificar” e “em ordem ao futuro”, não se pode viver de “momentos” e da necessidade de mais pessoas, de meios, e formação, bem como que os jovens tenham “um protagonismo grande”, porque há formas de comunicação que “só os jovens a podem fazer” e é preciso integrá-los na comunidade.

Já a diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais realçou os “muitos desafios” que ficam das jornadas, convidando os participantes a “revelar o que de bom e o que de melhor se faz”.

“Temos a obrigação de contar a verdade, de anunciar a verdade, mas temos de ter um cuidado particular em dizer ao mundo o que de bom existe, o que de belo existe. E o prémio que foi dado ao trabalho da Cartuxa é também um desafio nesta dimensão”, assinalou Isabel Figueiredo.

A responsável destacou a participação nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2020, com um máximo de 120 pessoas online, em simultâneo.

Ecclesia

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