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Numa conferência de imprensa realizada hoje, o líder do Grupo de Cidadãos Eleitores Independentes – Com Faro no Coração (CFC) considerou que a recusa em ligar essas casas à rede de água, inaugurada pelo atual presidente, Macário Correia, em dezembro de 2009, “é um ato cruel, desumano e imoral e, mesmo, de tortura psicológica” para com os proprietários que requereram a ligação.

O Grupo CFC diz que a empresa municipal Fagar, que gere o abastecimento público de água no concelho de Faro, não coloca contadores nessas casas enquanto a Sociedade Polis da Ria Formosa não concluir um levantamento para saber se essas casas são primeira ou segunda habitação e se têm que ser demolidas ao abrigo do previsto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira.

Mas Vitorino disse que esta situação é “condenável” e “compromete o atual executivo”, que tem a maioria do capital na Fagar e integra o conselho de administração da Pólis, cuja autoridade deve decidir sobre a ligação das casas questiona.

“Mesmo que se decida que essas casas têm que ser demolidas, e ainda não há uma decisão sobre essa matéria, ainda podem haver recursos e demorarem anos. Se tiverem 10 anos à espera da decisão final ficam esse tempo sem ligação?”, questionou o antigo autarca, que nas últimas eleições falhou a eleição para vereador como candidato do movimento CFC.

Por considerar que “a população está revoltada e com razão”, o CFC “apresentou queixas ao Procurador Geral da República e ao Provedor de Justiça, a quem “competirá averiguar eventuais responsabilidades do poder público, por parte da Fagar e da Polis Ria Formosa e seus dirigente”.

Contactada pela agência Lusa, fonte do gabinete de Macário Correia disse que o autarca “não comenta” as acusações do CFC.

Lusa

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