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O caso remonta a Janeiro de 2009, quando o arguido furtou um camião de uma empresa, num estaleiro de construção civil, percorrendo várias ruas da cidade de Lagos, em alta velocidade, abalroando tudo à sua passagem.

Durante a primeira sessão do julgamento foram ouvidas durante a manhã nove das 20 testemunhas arroladas no processo.

O arguido, de 22 anos, está acusado pelo Ministério Público de 19 crimes, entre os quais homicídio, furto, danos e de condução sem habilitação.

João Soares Martins disse não saber o que lhe deu "para pegar no camião e conduzir pelas ruas da cidade de Lagos" em tronco nu, horas depois de ter entrado ao serviço num estaleiro de construção onde manobrava uma máquina.

Questionado pela juíza Alda Casimiro, que preside ao colectivo de juízes, se tinha bebido ou ingerido algum medicamento, o arguido negou, explicando que não bebeu nada que justificasse a falta de memória e a sua atitude.

Durante a primeira sessão do julgamento foram ouvidos dois elementos da PSP que perseguiram durante vários quilómetros o camião até o conseguirem imobilizar ao mercado de S. Amaro, e procedido à sua detenção.

Os agentes contaram que a perseguição se iniciou quando o condutor do veículo efectuou uma manobra de marcha a trás abalroando um ciclomotor (triciclo) pondo-se de seguida em fuga.

Os agentes policiais acrescentaram que fizeram disparos contra os pneus do camião, mas que não o conseguiram parar, limitando-se a ir atrás.

Segundo a PSP, depois de terem percorrido vários quilómetros pela cidade de Lagos, e depois de terem chegado à rotunda do Mercado de S. Amaro, o camião embateu num carro galgando o passeio e ficou imobilizado num muro junto a uma esplanada.

Questionados pelo colectivo de juízes, os agentes disseram ter visto um homem pendurado do lado de fora do camião, cuja intervenção não terá alterado a trajectória do veículo.

As declarações dos elementos da PSP contradizem o testemunho prestado, também hoje, pelo homem que os agentes dizem ter visto pendurado no camião, momentos antes da sua imobilização.

Hélder Santos contou no julgamento que quando viu o camião pela segunda vez junto à rotunda, saltou para o degrau junto à porta do condutor e que depois virou o volante, "atitude que mudou a trajectória do veículo", para evitar que entrasse para dentro de uma esplanada com pessoas.

A defesa do arguido, o advogado João Grade pretende provar em Tribunal, que a morte da mulher de 46 anos, poderá ter resultado da acção de terceiros e não da intenção directa do jovem.

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