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Foto © Samuel Mendonça
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Cerca de 50 jovens e alguns adultos das paróquias que constituem a vigararia de Portimão realizaram na última sexta-feira à noite uma caminhada de oração ao longo de cerca de 9 quilómetros que lembrou os cristãos mártires.

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Na celebração da palavra, ainda na igreja paroquial da Mexilhoeira Grande no dia em que a Igreja celebrou a festa de São Tomé, o padre Domingos da Costa, pároco daquela comunidade, lembrou aqueles que são martirizados por causa da sua fé. “Estamos num tempo muito triste para a Igreja e para os cristãos. São Tomé e todos os apóstolos morreram mártires e há muitos cristãos hoje, dezenas de milhares, que são mortos por causa de serem cristãos”, lamentou.

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“Enquanto esta gente na África ou na Ásia tem orgulho em ser católico e ser cristão, nós temos vergonha. Enquanto eles vivem e morrem cristãos, por Jesus Cristo, nós andamos a discutir quantos anos é que é preciso fazer catequese até à primeira comunhão para nos irmos embora, quantos anos são precisos para fazermos o crisma para nos irmos embora, quantas reuniões são precisas para o casamento, o que é preciso para ser padrinho do batismo. Nós andamos a brincar com coisas muito sérias”, criticou.

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O padre Domingos da Costa lembrou ainda que “o norte de África foi todo cristão nos primeiros séculos e hoje não há cristãos” ali. “No Iraque, no Irão e na Síria, onde se converteu S. Paulo, hoje não há cristãos. Estão todos a fugir. Eu tenho vergonha que em Portugal o nosso governo gaste rios de dinheiro e não abra as portas a famílias de refugiados”, acrescentou, considerando que “a Europa corre o risco de, dentro de algumas dezenas de anos, não haver cristãos”. “Um senhor francês escreveu um livro que defende que a França, no ano de 2018, poderá ter um Presidente da República muçulmano”, advertiu.

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“Que género de cristãos somos nós? Somos cristãos e jovens de «veludo» ou queremos unir-nos a eles e tomar Jesus Cristo mais a sério, sendo suas testemunhas no mundo?”, interrogou o sacerdote na celebração que contou também com a participação dos padres Luís Amaral e José Manuel Pacheco.

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Na iniciativa, intitulada “Jovens em saída – para viverem a alegria do Evangelho”, inspirada na exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A Alegria do Evangelho) do papa Francisco, o padre Domingos da Costa explicou que a expressão “em saída” não significa abandonar a Igreja após a primeira comunhão ou o crisma para voltar na altura do casamento. “Não é disso que se trata. Claro que é essa Igreja, em abandono, que muitas vezes temos”, afirmou, esclarecendo que em saída significa em missão para testemunhar Jesus Cristo. “Eu não posso encontrar a alegria do evangelho, fechando-me em mim e nas minhas razões de não crer”, afirmou, destacando a importância de “ir ao encontro dos outros porque é sempre mais fácil procurar o Senhor com outros e encontrá-l’O, do que sozinho”.

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Aproveitando a metáfora da caminhada, aludiu à necessidade definir o percurso a seguir. “Temos de saber qual o melhor caminho, de onde vimos, para onde vamos e por que caminho”, destacou, evidenciando que aquela caminhada seria um “testemunho público” que deveria ser continuado na vida diária, na profissão, no trabalho e na família.

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Aos jovens, o padre Domingos da Costa aconselhou a procurar Deus “enquanto Ele se deixa encontrar”. “O quê? Mas o Senhor tem horas para se deixar encontrar? Tem. Quais? As horas em que nós o procurarmos. Se o procurarmos sempre, Ele deixa-se sempre encontrar. Se nunca o procurarmos, Ele nunca se deixa encontrar”, sustentou, lembrando que todos participavam naquela iniciativa “para encontrar Jesus”. “Esta noite vai ser para nós uma hora de encontrar o Senhor, se o procurarmos. Vamos sair daqui melhores cristãos, melhores filhos”, acrescentou.

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A iniciativa, que se realiza há seis anos promovida pela equipa vicarial de animadores da Pastoral Juvenil, levou os jovens até à igreja de Odiáxere, onde chegaram por volta das 2h da madrugada de sábado, depois de terem feito sete paragens pelo caminho. Nessas estações, os peregrinos ouviram uma leitura do Novo Testamento, uma palavra do papa Francisco e foram convidados à reflexão segundo diversas dinâmicas que incluíram a oração pessoal, a partilha dois a dois, a recitação do terço, o compromisso pessoal e o envio.

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