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Jovens algarvios na JMJ participaram na Via-Sacra presidida pelo papa Francisco

Os 28 jovens algarvios que estão na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá participaram também ontem, ao final da tarde (noite em Portugal), juntamente com vários milhares de outras pessoas, na Via-Sacra presidida pelo papa no Campo de Santa Maria la Antígua, na qual Francisco recordou o “caminho de sofrimento e solidão” da humanidade atual.

“Jesus caminha e sofre em tantos rostos que padecem a indiferença satisfeita e anestesiante da nossa sociedade que consome e se consome, que ignora e se ignora na dor dos seus irmãos”, advertiu Francisco, no final da celebração.

A intervenção condenou a “apatia e o imobilismo” perante o sofrimento alheio, a “cultura do bullying, do assédio e da intimidação”.

“Também nós queremos ser uma Igreja que apoia e acompanha, que sabe dizer: estou aqui, na vida e nas cruzes de tantos cristos que caminham ao nosso lado”, observou o papa.

Francisco evocou as famílias que vivem problemas por causa da droga, do álcool, da prostituição e do tráfico humano, do “sofrimento e miséria” numa sociedade de abundância.

O papa convidou os jovens participantes a recordar os “idosos abandonados e descartados”, saindo em defesa também dos “povos nativos, despojados de suas terras, raízes e cultura”.

Francisco pediu uma Igreja que favoreça uma cultura que saiba “acolher, proteger, promover e integrar”, considerando “irresponsável” a visão do migrante como “portador de mal social”.

A tradicional Via-Sacra, cerimónia que evoca os momentos da prisão, condenação e execução de Jesus Cristo, inspirou-se nas meditações compostas por São João Paulo II, ainda como cardeal em Cracóvia, para Paulo VI e a Cúria Romana, em 1976; as mesmas acompanharam a Via-Sacra no Coliseu de Roma, na Sexta-feira de 2003.

Os jovens de países como Cuba, Venezuela, Haiti ou Nicarágua evocaram nas reflexões que apresentaram à multidão os sofrimentos dos pobres, dos povos indígenas, dos migrantes, dos mártires cristãos, a violência contra as mulheres, a corrupção, o terrorismo ou o aborto, além de rezar pelo ecumenismo, pelos Direitos Humanos e o respeito pelo ambiente.

Os algarvios na JMJ 2019 sãono total 30 elementos, 28 inscritos através do Setor Diocesano da Pastoral Juvenil e dois diretamente pelo Caminho Neocatecumenal.

com Ecclesia

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