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O encontro juntou, uma vez mais, jovens de todo o país que faz já participaram num Convívio Fraterno e procurou “servir para avivar e testemunhar da fé dos convivas, afirmando-se como espaço rico em partilha e, sobretudo, de encontro com Deus, por Maria”, explica a organização.

No domingo, a Eucaristia foi presidida por D. Ilídio Leandro, bispo de Viseu, que se dirigiu em especial às várias centenas de jovens convivas, lembrou as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América, alertando para as consequências do “medo” e da “vingança”.

Durante a homilia da missa a que presidiu no altar do recinto de oração, dirigindo-se aos jovens convivas, D. Ilídio Leandro disse que “os gestos que têm a matriz do 11 de setembro de há dez anos” semeiam “o medo, a vingança, o terrorismo” e “dividem o mundo em submundos e em blocos antagónicos”.

Várias cerimónias, em diversos países, assinalaram o décimo aniversário dos atentados terroristas do 11 de setembro, para lembrar as quase 3000 vítimas de mais de 90 nacionalidades, em particular os ataques às torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, EUA.

“A acusação, a vingança, a ira a lei do mais forte a lei do mais forte, tudo isso, caríssimos amigos, é Antigo Testamento e foi já, há muito, superado por Jesus Cristo. São gestos com a matriz de Jesus, a matriz do perdão e do amor, como os gestos de João Paulo II, que perdoou a quem o quis assassinar, são estes gestos que fazem progredir e avançar o mundo, construindo o futuro e semeando a esperança”, disse em Fátima D. Ilídio Leandro.

O bispo de Viseu alertou que “o Mundo precisa de mudar o paradigma de vida, as referências de desenvolvimento e os sistemas de organização económica e social. O Mundo dos excluídos, dos refugiados, das crianças-soldado, das desigualdades injustas, este mundo, envergonha os cristãos”.

“Sem dúvida, meus caríssimos jovens, abunda a incerteza e é grande a insegurança quanto ao futuro. Fácil será então ver culpas e ver culpados de tudo isto, fácil será também desculpar-se com os erros dos outros, ou enveredar por um desânimo desmobilizador, buscando alternativas fáceis e alienantes, vazias e penalizadoras”, declarou.

O prelado acrescentou que “o mundo e a Igreja precisam de jovens inseridos nas mais diversas áreas da vida social, económica, laboral, académica, jurídica e política, com linguagem, comportamento e testemunho sério e autêntico”.

Redação com Ecclesia
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