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“Construir uma Igreja jovem, com Maria; conhecer o coração de Cristo, o Deus que ama os jovens; e abrirmo-nos à descoberta daquela que pode ser a missão de cada um de nós enquanto Seus filhos”. Este foi o compromisso publicamente assumido pelos jovens das paróquias de Tavira, após a passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) pela cidade, tendo em vista a preparação do evento que terá lugar em Lisboa em 2023.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O propósito foi declarado na passada quarta-feira, 3 de novembro, durante a procissão pelas ruas da cidade com a cruz e o ícone de Nossa Senhora, que pretendeu ser “sinal de fé junto de todos os tavirenses, tocando-os a todos” com o seu testemunho, um percurso que foi feito com cinco paragens para reflexão apoiada nas palavras do Papa Francisco, extraídas da exortação apostólica Christus Vivit (Cristo Vive).

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Aquela manifestação pública de fé ficou ainda marcada pelas palavras do pároco ao pedir a intercessão de Maria para “três aspetos relacionados com a juventude”. Do alto da ponte nova sobre o Gilão, o sistema de som amplificou por todo o centro da cidade as preces do padre Miguel Neto. “Que a Igreja tenha coragem de assumir os erros que comete e que cometeu pelos crimes de pedofilia; para que saiba ajudar as vítimas, revelar os culpados e puni-los, mas sobretudo ajudar as vítimas e ser transparente no juízo”, pediu, acrescentando que esta “falha”, para além de ter afetado “a juventude de tanta gente”, ainda perturba os jovens e as crianças.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote pediu igualmente que Maria “interceda junto de Deus por todos os jovens que sofrem de depressão, de angústia, espiritual e psicológica, que necessitam de ajuda psiquiátrica, principalmente eles, que tantas vezes durante estes dois anos se sentiram presos, sem futuro”. “A intenção [de oração] do Papa Francisco para este mês é precisamente para rezarmos pelas pessoas com depressão, com cansaço, com burnout, com doenças relacionadas com o extremo trabalho e com a falta de perspetiva de vida. Rezemos pelos jovens e por toda a gente que vive esse momento”, pediu o padre Miguel Neto.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Por fim, o sacerdote deixou o último pedido de intercessão a Nossa Senhora. “Rezamos por todos os jovens que se questionam se vale a pena estudar, se vale a pena o regime demasiado competitivo a que assistimos na escola, que sabemos que existe no início da sua carreira de trabalho, na sua vida quotidiana. É importante pedir a Nossa Senhora que os ajude a ter a calma, a serenidade para saberem que acima da incapacidade humana está a capacidade que Deus nos dá para ultrapassar cada dificuldade com a ajuda da sua graça. Que Maria os acompanhe e os ajude a encarar a vida com o otimismo necessário”, concluiu.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A cruz e o ícone mariano ‘Salus Populi Romani’ chegaram a Vila Real de Santo António no passado dia 29 de outubro e percorreram na primeira semana as paróquias da vigararia de Tavira, tendo passado também pelas comunidades paroquiais de Alcoutim, Luz de Tavira, Altura, e Monte Gordo, onde ontem à noite foram entregues a jovens representantes das paróquias da vigararia de Faro.

Os símbolos da JMJ estão a percorrer o Algarve, segundo um itinerário já divulgado, até ao dia 27 de novembro. Nesse dia serão levados até Mértola, onde serão entregues aos representantes da vizinha Diocese de Beja.

A Cruz da JMJ foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcou o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; em 2000, o mesmo pontífice confiou aos jovens uma cópia do ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’.

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