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O ex-inspetor, que investigou o desaparecimento de Joana, filha de Leonor Cipriano, processou ambos por aludirem publicamente à alegada tortura que aquela foi alvo durante o interrogatório. Aragão Correia, advogado de Leonor Cipriano, alega que os tribunais já deram como provado que a sua cliente foi torturada, embora o Ministério Público mantenha a acusação no processo de difamação que tem Gonçalo Amaral como queixoso.

O advogado lembra ainda que, no âmbito do alegado caso de tortura a Leonor Cipriano, Gonçalo Amaral foi condenado por crime de falso depoimento a um ano e meio de pena de prisão, suspensa por igual período. Marco Aragão Correia chamou como testemunhas de defesa o atual bastonário da ordem dos advogados, António Marinho Pinto, e a ex-diretora do Estabelecimento Prisional de Odemira, Ana Maria Calado.

O julgamento deveria ter começado em fevereiro, mas foi adiado para 29 de março devido a um recurso pendente, interposto por António Pedro Dores, professor e presidente da Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED).

A 29 de março, o tribunal adiou novamente a sessão inicial para hoje, por Gonçalo Amaral ter pedido para ser ouvido através de videoconferência, de acordo com a explicação avançada por um dos advogados do processo.

Ausente desta sessão esteve também Marcos Aragão Correia, residente no Funchal e que terá feito um pedido idêntico ao Tribunal de Faro, obrigando a que o julgamento fosse adiado pela segunda vez.

Liliana Lourencinho com Lusa

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