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O presidente da Câmara Municipal de Silves, Rogério Pinto, explicou à Lusa que todos os anos é articulada com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve uma desinfestação em determinados locais, entre os quais Alcantarilha, mas em 2013 tem-se verificado “uma situação atípica”, sem que se conheçam ainda razões que expliquem aparecimento da “praga”.O Departamento de Saúde Pública e Planeamento da ARS considera que “esta situação de ‘anormal’ densidade de mosquitos não compreende um risco acrescido para a saúde pública da população”, não havendo insetos responsáveis pela transmissão de dengue, mas recomenda que sejam usados repelentes, encerradas portas e janelas e feita a lavagem das picadas, caso ocorram.

Na sexta-feira, a Câmara Municipal de Silves, a ARS e a Agência Portuguesa do Ambiente vão reunir-se para avaliar o problema e “tomar as medidas necessárias para combater essa situação”, disse Rogério Pinto.

O presidente da Câmara de Silves sublinhou que a autarquia ainda está a tentar compreender o porquê da concentração anormal de insetos, numa altura em que há várias hipóteses, mas poucas certezas: “Será porque choveu muito? Não sei. Será porque ficaram muitas zonas de pântanos? Não sei”, disse.

Por outro lado, dá-se o caso de estar a verificar-se vento levante, sem que haja rajadas de norte, que costumam fazer com que “a situação fique aliviada”, explicou Rogério Pinto, lembrando que a autarquia não tem capacidade de resposta técnica para avaliar o problema, pelo que realiza as orientações dadas pela ARS.

“Esta praga surge na ribeira de Alcantarilha devido a vários fatores, nomeadamente, à grande pluviosidade da estação de inverno, encontra-se obstruída por um canavial, não é alvo de limpeza há décadas e, para além disso, e o mais grave, é que é alvo de descargas constantes de esgotos domésticos a céu aberto”, argumentou a Junta de Freguesia de Alcantarilha, em comunicado.
Lusa

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