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“É também para cada um crescer na corresponsabilidade comum de considerar o Seminário como a sua própria casa e extensão da sua própria família já que o Seminário é o «coração» de toda a diocese”, afirmou D. Manuel Quintas.

O prelado falava, em Loulé, na igreja de São Clemente, na Eucaristia de abertura da cadeia de oração ininterrupta ao Santíssimo Sacramento que a Diocese do Algarve está a promover até ao dia 11 de novembro, no âmbito da Semana Nacional dos Seminários (de 6 a 13 de novembro).

D. Manuel Quintas lembrou que “o Seminário é de todos” e que o Concílio Vaticano II até o considerou o “«coração» da diocese”. “Se a diocese tem um «coração» bom que «bombeia sangue» de qualidade, toda a diocese se rejuvenesce”, metaforizou, interpelando: “como é que podemos ter Eucaristia sem sacerdotes? E como é que podemos crescer em Igreja sem Eucaristia?”. “Sem Eucaristia não há Igreja”, evidenciou.

O bispo diocesano pediu ainda aos católicos algarvios que sejam “mediadores de Deus” no “despertar das vocações de consagração”, particularmente nas paróquias. “Consideremo-nos todos como alguém de quem Deus pode servir-se para fazer passar o dom da vocação”, pediu.

D. Manuel Quintas, que lembrou que toda a Igreja algarvia, “como um coro”, “grita ao Senhor da messe que mande trabalhadores para a sua messe”, explicou que este “grito” é também “oração convicta que ecoa em todo o Algarve para que o Senhor fortaleça de ânimo aos formadores” dos seminários “para que formem pastores totalmente consagrados ao seu povo”. “Era tão bom que, na nossa diocese, os nossos padres pudessem consagrar totalmente a sua ação para as pessoas, orientando-as para Deus”, desejou.

O bispo do Algarve lamentou que os sacerdotes, apesar de quererem viver “totalmente consagrados ao seu povo”, não o consigam fazer por estarem “atarefados com tantas atividades importantes para a vida da comunidade”. “Às vezes, isso dilui-se numa agitação tão grande que não sobra tempo para que, de cada sacerdote e do bispo diocesano, brote aquela que é a sua missão por excelência de estar totalmente consagrado a Deus e ao seu povo”, complementou.

D. Manuel Quintas referiu-se ainda à eficácia desta iniciativa garantindo que os católicos devem estar “certos de que o Senhor atende” a sua oração “porque Ele disse: pedi e recebereis”.

Após a missa de abertura do Lausperene, realizou-se uma procissão daquela igreja até à de São Sebastião, onde teve continuidade a adoração eucarística que ali começou com uma oração promovida pela comunidade do Seminário de Faro.

O Lausperene Diocesano tem vindo a decorrer de acordo com o itinerário previsto, divulgado pela Diocese do Algarve.

Samuel Mendonça
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