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Laurinda Alves lembrou ao clero do Algarve que “não há boa comunicação sem preparação”

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Não há boa comunicação sem preparação”. Esta foi a principal ideia que a jornalista Laurinda Alves deixou ao clero do Algarve na formação que teve lugar no Centro Pastoral e Social do Algarve, em Ferragudo, no passado dia 25 de novembro.

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Aquela docente de comunicação na Universidade Nova de Lisboa garantiu que “não há nenhum «improviso» que saia bem que não tenha sido preparado” e acrescentou que não preparar a homilia “pode correr bem uma vez ou outra, mas não é método”.

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“O que é que o improviso faz quando não é preparado? Há muita dispersão, as pessoas demoram mais tempo a chegar àquilo que querem dizer, há uma redundância que não é a boa”, advertiu a formadora, explicando que quando isso acontece “as pessoas concetualizam, ficam mais abstratas” e “ninguém se deixa contagiar e tocar”. “O que nos toca é aquilo que é concreto, o que eu posso levar comigo, rezar e pôr em perspetiva. Tenho inteligência suficiente para perceber conceptualmente, para perceber o racional, mas se aquilo não desce da razão ao coração, eu não adiro”, alertou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na formação, promovida pela Diocese do Algarve, Laurinda Alves aconselhou, por isso, bispo, padres e diáconos a “falar pouco e dizer muito” para “começar bem e acabar bem”, combinando a “retórica do storytelling” com a “convencional” mais “concetual, abstrata, filosófica e poética”. “As pessoas precisam das histórias, precisam dos casos”, sustentou, considerando haver passagens bíblicas que “são dificílimas e que tem que ser bem traduzidas com metáforas”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Para além destas e das histórias, a formadora aconselhou ainda o clero a “escolher as palavras” e a recorrer a “imagens” e a “frases-guia” para “provocar o milagre da transformação nos outros” “porque a narrativa é sempre gráfica”. “Tudo nos convoca à desatenção e, por isso, as palavras têm que ser mesmo claras, iluminantes, simples e concretas”, alertou na formação que contou com vários momentos de reflexão por grupos.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A professora de comunicação disse ainda aos formandos que, para além daqueles “ingredientes”, importa ainda juntar o de levar sempre os ouvintes a colocarem a si mesmos à questão “O que é que eu tenho a ver com isto?”.

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A formadora aconselhou também a “não começar pelo que dizem as leituras”, considerando que a homilia “não é sobre os textos em si mesmos, mas sobre a vida iluminada pelos textos”.

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Laurinda Alves exortou ainda cada padre a conhecer a sua assembleia e os seus paroquianos e a “dar-se a conhecer” para conseguir chegar às “pessoas que se atravessam no seu caminho, sejam crentes, descrentes, céticas ou duvidosas”. “A comunicação torna-se mais eficaz quando nos damos a conhecer”, justificou, desafiando os sacerdotes a descobrirem “qual é o estilo que mais assenta e mais convoca a sua assembleia”.

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