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A iniciativa estava prevista no âmbito do programa da cadeia de oração permanente ao Santíssimo Sacramento (lausperene) que a Igreja Católica algarvia tem vindo a realizar desde dia 1 deste mês, para pedir a Deus vocações de consagração, tanto no sacerdócio como na vida religiosa ou nos institutos seculares, e que hoje termina.

Foto © Samuel Camacho

Foram quase 40 os jovens de algumas paróquias que constituem a vigararia de Faro que foram passando na última madrugada, desde as 0h até às 7h, pela igreja do Pé da Cruz, em Faro, onde esteve sempre um grupo em adoração eucarística.

Foto © Samuel Camacho

A vigília de oração, que contou com a participação dos jovens das paróquias de Olhão, Montenegro, São Pedro de Faro (incluindo a comunidade do Patacão), da Sé de Faro e dos seminaristas do Seminário de São José, terminou com a celebração da eucaristia pelas 6h15, presidida pelo reitor do Seminário de São José, entidade que promove o lausperene.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na eucaristia, o padre António de Freitas realçou que “as vocações, os pastores, os sacerdotes não surgem por vontade humana, por vontade própria, por estratégias humanas”, mas “por dom e graça de Deus”. “E, por isso, porque são dom e graça de Deus para a Igreja, é diante desse Senhor que nos devemos colocar em oração e em súplica. Foi este caminho da verdade que nos decidimos a fazer nesta noite, de perceber que apesar de, se calhar, haver poucas vocações, não é com certas estratégias que alcançaremos muitas vocações. É, antes de mais, colocando-nos diante daquele que é o autor das vocações, que é quem chama os que quer e que envia os que entende”, sustentou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo
Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote acrescentou assim que esse “caminho de verdade” passa por pedir a Deus “que envie mais trabalhadores para a sua messe, para que o povo de Deus possa continuar a ter os pastores de que carece para que sejam guias, distribuidores do pão da vida, ministros do perdão e da reconciliação”.

“No final desta nossa maratona de adoração ao Senhor demos graças a Deus porque fomos capazes de estar aqui com Ele, porque nos concedeu o dom da fidelidade ao evangelho e por todo este caminho que a nossa Igreja diocesana tem vindo a fazer ao longo destes dias e que hoje terminará”, prosseguiu.

O reitor do Seminário considerou que a cadeia de oração que há 16 anos a diocese realiza “é um tempo de parar de modo mais intenso para que as preocupações e as correrias do dia-a-dia da vida das pessoas e da vida das comunidades cristãs” não façam “esquecer aquilo que é mais importante: o encontro com o Senhor Jesus”. “Mais do que nunca, diante do decréscimo de vocações, diante dos poucos seminaristas que vamos tendo e de tantas preocupações do nosso mundo de hoje, o lausperene ainda ganha mais razão de ser do que quando começou porque agora sentimos na pele aquilo que se antevia quando há 16 anos começava. E, por isso, este sacrifício de nós mesmos em favor das necessidades da Igreja ganha ainda maior sentido e não pode ser menosprezado e por nós descuidado”, afirmou.

O lausperene diocesano será encerrado esta noite, pelas 21h, com a eucaristia na igreja de São Pedro de Faro presidida pelo reitor do Seminário de São José.

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