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Desde a passada sexta-feira, nas zonas interiores da Ria entre Olhão e Faro, apenas era permitida a captura de amêijoa boa e berbigão, mas o levantamento da interdição foi estendido a todas as restantes espécies de bivalves, incluindo ostras e outros tipos de amêijoa, informou fonte do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR).

As proibições devem-se à existência na água de toxinas que provocam intoxicação diarreica ou paralisante.

No Algarve, mantém-se a proibição de apanha de mexilhão e ostra entre Portimão e Lagos e de mexilhão na Ria de Alvor.

Entre Lisboa e Peniche está proibida a captura de todas as espécies de bivalves devido às toxinas que podem provocar infeção diarreica, enquanto entre Sines e Setúbal não se pode apanhar conquilha. Na Lagoa de Albufeira a interdição afeta a captura de mexilhão e berbigão.

A proibição da apanha na Ria Formosa persistia desde 21 de agosto e estava a trazer vários problemas sociais àquela zona.

Na quarta-feira, o coordenador do Sindicato das Pescas do Sul, Josué Marques, disse à Lusa que as situações de “carência profunda” deverão estar a afetar cerca de 6.000 trabalhadores dos viveiros, a que se juntarão muitos outros apanhadores de bivalves.

Lusa

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