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© Samuel Mendonça
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A Liga Intensificadora da Ação Missionária (LIAM) do Algarve promoveu no passado domingo a sua festa anual.

A iniciativa, que teve lugar no salão da paróquia de São Luís, em Faro, contou com uma palestra padre Nuno Rodrigues, missionário da Congregação do Espírito Santo (espiritano) e responsável nacional pela LIAM, sob o tema “A Alegria e o compromisso de Evangelizar”.

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Aos cerca de 150 participantes de vários núcleos algarvios da LIAM, o sacerdote lembrou que o Papa Francisco tem pedido a toda a Igreja uma outra atitude missionária. “Temos que ter uma consciência mais missionária da nossa ação pastoral e isso é para toda a Igreja e, de modo especial, para nós, europeus, que precisamos de acordar para um novo dinamismo”, frisou o padre Nuno Rodrigues.

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Apontando 15 desafios para a ação missionária dos tempos de hoje ilustrados com 15 fotografias, aquele responsável começou por lembrar que o missionário não se anuncia a si mesmo. “O nosso anúncio é mensagem de salvação e libertação, anúncio de uma nova esperança, de uma Boa Nova, anúncio da Palavra do Senhor e da mensagem do reino de Deus para os homens de hoje e de amanhã. E quando calamos a nossa boca e não anunciamos Jesus Cristo estamos a ser cobardes do nosso batismo e da nossa fé”, alertou.

O orador explicou que “a missão de Jesus Cristo é sempre libertação para o homem de hoje” e é, sobretudo, “presença”. “Mais do que palavras, a presença fala e encoraja”, sustentou, exortando também à “opção preferencial pelos mais pobres”. “Como missionários de horizontes alargados, que pensamos na missão ad gentes, onde apoiamos na retaguarda tantas situações missionárias onde os nossos missionários trabalham, não podemos esquecer essa opção preferencial pelos pobres”, advertiu.

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O sacerdote lembrou que a missão é também “desenvolvimento”. “Missão não é só a pastoral catequética. É a missão de Jesus Cristo de desenvolver o homem integral. A missão não é uma teoria. Faz-se com gestos concretos de solidariedade, de caridade, de amor, de proximidade”, afirmou, acrescentando que o trabalho missionário passa por “acolher o outro na diferença”. “Hoje somos povos de várias culturas e, às vezes, custa-nos tanto encaixar estas diferenças. Mas é um desafio porque a missão está acima de culturas, raças e povos”, afirmou, frisando que a “missão é sempre partir, mas não devorar quilómetros”. “Às vezes podemos ser missionários dentro da nossa paróquia”, concretizou.

A manhã foi concluída com a celebração da eucaristia com a comunidade paroquial local e, após o almoço, foi realizada uma tarde cultural que contou com a participação do Rancho Folclórico de Santa Bárbara de Nexe e com um sorteio missionário. A festa concluiu-se com a recitação do terço missionário.

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