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Segundo Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, o programa Allgarve “nunca foi nem nunca se assumiu como o programa de animação que o Algarve precisa” e em vez de programar centenas de espetáculos devia ter-se centrado “em apenas meia dúzia de “eventos-âncora” que pudessem ter lugar sobretudo na estação baixa e média, de modo a atrair turistas”, referiu.

Elidérico Viegas criticou a “teimosia” do ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, pela má estratégia e dispersão de eventos, aos quais foram afetos elevados montantes que ficaram “bastante aquém das expectativas”.

Também o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, admitiu que o programa falhou alguns dos seus objetivos e apontou como algumas das falhas do programa a comunicação “mal feita”, o excesso de gastos, algum elitismo e o próprio nome Allgarve que, desde o início criou incómodo na região.

Para António Pina o estudo agora encomendado pela associação a que preside, deveria ter sido feito logo ao final do terceiro ano para perceber quais as suas fragilidades, mas “na altura não me deram ouvidos”, referiu.

O presidente do Turismo do Algarve frisou ainda que o Algarve vai continuar a ter animação e que “para além do Allgarve, o Algarve tem vida“.

O estudo agora divulgado, inquiriu 437 turistas dos quais 83% indicaram não ter participado em qualquer evento no âmbito do Allgarve 2011. Sendo que, do conjunto desses, 28,6% não participou por desconhecimento do programa, 20,4% porque o calendário de eventos não agradou e 51% por outro motivo não especificado.

Liliana Lourencinho com Lusa
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