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Na semana passada, a Polícia Marítima de Portimão e Lagos apreendeu mais de 30 quilos de um tipo raro de coral vermelho – cujo valor é comparável ao do marfim -, e deteve seis pessoas por captura ilegal.

Os suspeitos, três portugueses e três espanhóis, que foram constituídos arguidos, estavam a operar numa embarcação espanhola com equipamento sofisticado que permitia mergulho a grande profundidade.

Em comunicado, a LPN elogiou a "ação exemplar" da Polícia Marítima, referindo que a distribuição e o estatuto de conservação deste coral são praticamente desconhecidos em Portugal.

A associação ambientalista refere ainda que vai pedir ao Governo um levantamento da espécie na costa portuguesa e mais apoio às ações de fiscalização.

A LPN, que estima que os corais apreendidos tivessem mais de 40 anos, lembra que aqueles são organismos “muito vulneráveis” e com “baixa capacidade de recuperação”.

O seu elevado valor comercial – um quilo em bruto pode atingir 1.000 euros e, depois de trabalhado, 30.000 euros -, leva a que esta espécie seja muito procurada.

Foram lançadas em todo o mundo campanhas de sensibilização a apelar à indústria de joalharia para que não utilize este tipo de coral no fabrico de joias.

Liliana Lourencinho com Lusa
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