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“Existe apenas um Parque Nacional [em Portugal], que é o da Peneda-Gerês, mas é nossa opinião que o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina tem valores naturais e de biodiversidade que justificam igualmente esse estatuto”, disse hoje à Lusa Francisco Moreira, da direção nacional da LPN.

“Isso seria uma forma de valorizar ainda mais a região e o parque”, defendeu, considerando que a “promoção” para Parque Nacional daquele que classifica como “uma joia da biodiversidade”, seria ainda um “fator impulsionador de desenvolvimento sustentável, potenciando oportunidades no plano económico”.

A principal diferença entre o estatuto de “Parque Natural” e “Parque Nacional”, segundo explicou o mesmo dirigente ecologista, “é que num parque nacional, devem ocorrer exemplos representativos de regiões particularmente bem preservadas”.

“Tal como o Peneda-Gerês é uma montanha bem preservada, o Sudoeste tem o privilégio de ter um dos troços de costa do litoral europeu mais bem preservados, juntamente com o planalto que lhe está associado”, afirmou.

Intitulada “Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina a Parque Natural”, a campanha da LPN tem início numa altura em que se assinala o Ano Internacional da Biodiversidade e em que está prestes a começar a discussão pública do novo Plano de Ordenamento do Território daquela zona.

A LPN, que já se havia expressado “profundamente preocupada” com a proposta de Plano de Ordenamento do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, afirmou que vai agora analisar a “versão final”, a partir de 18 de março, data em que é aberta a sua discussão pública.

Francisco Moreira frisa contudo que a campanha de promoção a Parque Nacional e o Plano de Ordenamento são coisas distintas: “uma coisa são a valorização dos valores naturais e outra coisa são os problemas de gestão que se mantêm independentemente de ser um parque natural ou parque nacional”.

A “pressão turística e urbanística sobre a franja litoral” e a “gestão agrícola no planalto” são as duas questões fundamentais do Plano que preocupam e que vão merecer atenção da LPN nos próximos tempos.

Paralelamente ao acompanhamento da discussão pública do Plano de Ordenamento e no âmbito da campanha “Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina a Parque Nacional”, a LPN vai apresentar uma proposta técnica ao Ministério do Ambiente a par do lançamento de uma petição online.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina estende-se entre a ribeira da Junqueira, em São Torpes, no concelho de Sines, e a praia de Burgau, no Algarve.

Lusa

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