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Questionado pela Lusa, o presidente da ARS/Algarve, Rui Lourenço, nega que o concurso tenha parado e afirma que, apesar de “atrasos iniciais” relacionados com pedidos de contraditório dos concorrentes, tudo está a decorrer “dentro do calendário”.

O concurso arrancou em maio de 2008 e a avaliação de propostas em janeiro deste ano, mas os valores apresentados pelos dois concorrentes (selecionados de um conjunto inicial de sete) estavam acima do limite determinado pelo Estado.

Em declarações à Lusa, Macário Correia afirmou que só acredita no avanço da estrutura, que ficará localizada no Parque das Cidades, quando vir “obra no terreno e máquinas a trabalhar”, já que há “muitas promessas”, mas “nada de palpável”.

“Até agora o Governo só nos tem apresentados vídeos em cerimónias com cocktails”, disse, referindo-se às cerimónias de apresentação dos projetos de construção do hospital central, requalificação da EN125 e das frentes da Ria Formosa.

“Desejo e anseio que o hospital arranque quanto antes, mas a tendência em termos do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) parece ser a de concluir o que está em curso e não avançar com novas obras”, sublinhou.

Em declarações à Lusa, o presidente da ARS/Algarve, Rui Lourenço, afirmou que o calendário do concurso público “está a decorrer como previsto” e aponta o início de agosto como a data provável para o arranque do processo negocial.

Segundo aquele responsável prevê-se que as negociações – durante as quais haverá uma tentativa de aproximação dos valores das propostas aos fixados pelo comparador público -, durem cerca de cinco meses, até janeiro do próximo ano.

Rui Lourenço diz ainda estimar que durante o primeiro trimestre do próximo ano a proposta vencedora possa ser submetida ao visto do Tribunal de Contas para adjudicação final.

O futuro Hospital Central do Algarve servirá uma população de cerca de 800 mil habitantes (o dobro da população algarvia), contando com a afluência sazonal de turistas.

A nova unidade deverá ter 524 camas para internamento e um bloco operatório com 10 salas, sendo que a área de consulta externa terá 66 gabinetes, onde se poderão realizar anualmente cerca de 220 mil consultas.

Lusa

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