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O presidente da Câmara de Faro (PSD) receia que a presença da "troika" em Portugal até 12 de agosto para avaliar o cumprimento do programa de ajuda financeira possa colocar em causa obras como a requalificação da EN125.

"[A obra] não pode neste tempo de crise ficar com algum sinal de dúvida até porque está contratada e tem o visto do Tribunal de Contas", afirmou à Lusa, lembrando que a requalificação tem que ser rápida por estar já atrasada.

Segundo o autarca, a intervenção naquela estrada, que atravessa todo o Algarve, é o "único argumento" plausível para o "sacríficio" e "aceitação" de portagens na Via Infante.

"Não pode haver qualquer adiamento caso contrário o Algarve estaria perante uma contestação justa e legítima por não só se introduzirem portagens a contra gosto na Via Infante como por se criar qualquer derrapagem", refere.

Macário Correia diz, por isso, que um eventual adiamento da obra em curso representaria uma "dupla penalização" para o Algarve, devido às portagens e à derrapagem no prazo de execução da obra.

O social democrata sublinha tratar-se de uma obra vital para toda a região no sentido de reduzir a sinistralidade, pelo que não deve haver qualquer dúvida por parte da equipa técnica da "troika" em que esta deve avançar.

Macário Correia admitiu na passada semana a introdução de portagens na Via Infante face à situação financeira do país e às medidas acordadas com as instituições internacionais apesar de frisar que continua contra a medida.

A Comissão de Utentes da Via Infante interpretou as suas declarações como sendo concordantes com as portagens e responsabilizou-o pelas mortes e ferimentos que venham a registar-se na EN125 caso aquelas avancem.

Lusa
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