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Em declarações à Lusa, Macário Correia frisou que esta paragem da atividade tem um impacto negativo nestes profissionais e nas suas famílias e admitiu já ter sido contactado por vários trabalhadores.

“A autarquia está a fazer diligências junto do gabinete do secretário de Estado do Mar para que o Fundo de Compensação Salarial de Profissionais da Pesca seja acionado”, afirmou.

A interdição foi decretada para toda a área da Ria Formosa, da Ria de Alvor e ainda em algumas zonas do litoral, afetando mariscadores de vários concelhos, pelo que Macário Correia considera que o apelo que fez é de âmbito regional e não apenas para o concelho que dirige.

Com a interdição a prolongar-se, várias associações da região têm alertado as autoridades para as carências vividas pelas famílias cujos rendimentos resultam da captura de bivalves, havendo mesmo quem fale em situações de fome.

Tanto o presidente da associação de viveiristas da Ria Formosa (Vivmar), Américo Custódio, como o da cooperativa de viveiristas Formosa, Augusto da Paz, denunciaram, em declarações à Lusa na passada semana, haver situações de fome, sobretudo no concelho de Olhão.

As autoridades interditaram a captura de todas as espécies de bivalves em várias zonas da Ria Formosa a 21 de agosto e, no início de setembro, a interdição foi alargada a toda a ria, da Quinta do Lago a Cacela Velha, devido à presença na água de toxinas que provocam intoxicação paralisante.

Segundo Augusto da Paz, a paragem afeta cerca de cinco mil profissionais que exercem atividade legalmente, mas o número pode alargar-se para o dobro, devido à existência de muitos indocumentados.

Os viveiristas e mariscadores contestam a inexistência de mecanismos de proteção social para estas situações, o que deixa desprotegidas milhares de pessoas impedidas de trabalhar.

O deputado algarvio do PSD Cristóvão Norte também alertou o Governo sobre as dificuldades dos mariscadores e pediu o acionamento do mesmo fundo.

Lusa

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