Pub

À saída do Palácio da Justiça de Lisboa, onde os esperava muitos jornalistas portugueses e britânicos, Kate McCann, mãe da menina inglesa, acentuou que "mantém-se a decisão sobre a proibição" do livro e do vídeo comercializado após exibição de documentário na TVI.

"Não há nenhuma razão para estarmos deprimidos com o adiamento", disse, afirmando desconhecer se volta com o marido a Lisboa a 12, 13 e 14 de Janeiro, as datas marcadas pela juíza da 7.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa para o julgamento, em que são visados Gonçalo Amaral, ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ), a editora "Guerra & Paz", a Valentim de Carvalho e a TVI.

A mulher de Gerry McCann afirmou que "as pessoas têm de considerar que a liberdade de expressão não deve pesar mais do que o respeito pela pessoa humana, pelos direitos da família e dos filhos e a sua reputação e protecção".

Ladeada pelo marido, a mãe de Madeleine McCann acrescentou que "a liberdade de expressão não pode incluir distorção, mentiras e falsificações".

Por sua vez, Gerry McCann também recusou desapontamento e reiterou que "a injunção continua", salientando que "a liberdade de expressão não se sobrepõe a outros direitos humanos".

"Somos britânicos e apoiamos a liberdade de expressão, mas, se alguém pisar a linha, tem de se preparar para se defender em tribunal", disse, em referência a Gonçalo Amaral.

Gerry McCann concluiu que "a procura de Maddie prossegue", declarando que continuam "a pedir ajuda às pessoas para encontrar" a criança.

O julgamento da providência cautelar sobre a proibição de venda do livro de Gonçalo Amaral "Maddie – A Verdade da Mentira" e do vídeo deveria ter começado hoje, mas acabou por ser adiada para Janeiro devido a doença de António Cabrita, advogado do ex-agente da PJ.

Kate e Gerry MacCann, pais da criança inglesa desaparecida em 2007 no Algarve, e Gonçalo Amaral estiveram presentes no início da sessão.

Os pais de Madeleine McCann, desaparecida em 03 de Maio de 2007 na Praia da Luz, no Algarve, alegam que o livro e o vídeo comercializado após um documentário exibido na TVI divulgam a tese de Gonçalo Amaral, que consideram insustentável, de que os dois estão envolvidos no desaparecimento da filha.

Por isso, através de requerimento apresentado pela advogada Isabel Duarte, o casal britânico pediu ao tribunal a retirada do mercado, embora com carácter provisório, do livro e do vídeo, que acabou por ser decretada a 09 de Setembro.
A correr trâmites encontra-se também outra acção contra Gonçalo Amaral, com a acusação de declarações consideradas difamatórias, na qual o casal britânico pede uma indemnização de, pelo menos, 1,2 milhões de euros.

Neste processo foi já executado um arresto de bens e outras diligências estão a ser realizadas.

Pub