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Desde que a associação foi criada, em 1979, esta é a primeira vez que a direção da Associação de Comerciantes e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) é disputada por duas listas, uma do atual presidente, João Rosado, e outra de Victor Guerreiro.

A ACRAL, com cerca de 4.000 associados, é liderada desde 2009 por João Rosado, que vai enfrentar nas eleições de 05 de abril o empresário, de 65 anos e proprietário de uma cadeia de lojas de vestuário.

Em declarações à Lusa, o atual presidente da direção manifestou-se "tranquilo" quanto à investigação que decorre às contas de 2010, desencadeada por uma queixa anónima ao Ministério Público (MP).

"É uma denúncia conveniente, sobretudo numa altura em que aproximam as eleições", referiu, sublinhando que só em 2012 a associação foi alvo de 34 auditorias, todas passadas "com distinção".

O seu opositor disse, por seu turno, que a atual direção tem feito uma "gestão ruinosa", acusando-a de "agir em interesse próprio", o que conduziu a ACRAL a uma situação "insustentável".

Segundo o empresário, a associação não serve a finalidade para a qual foi criada, razão que o levou a apresentar a candidatura, cujo programa vai hoje ser debatido com os associados, numa reunião aberta, em Faro.

"A associação está em risco de fechar porque tem uma despesa três vezes superior à receita", sublinhou Victor Guerreiro, acrescentando que, se for eleito, não se importa de "fechar e voltar a erguer tudo novamente".

O empresário acusou a atual direção de acumular prejuízos com a compra de um jornal e de uma empresa de comunicação, aos quais se somarão "dinheiros mal gastos", nomeadamente através de compras com cartões de crédito.

João Rosado, afirmou, por seu turno, que nunca, em anos anteriores, tiveram tantas candidaturas aprovadas (que totalizam neste momento 2,2 milhões de euros de investimento), o que é um sinal da credibilidade da associação.

"Quem sai a perder com esta queixa é o próprio prestígio da associação", lamentou, acrescentando que as contas que estão a ser alvo de investigação foram todas aprovadas pela Assembleia-Geral e pelo Conselho Fiscal da associação.

Lusa

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