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Em junho deste ano mais de 60 por cento dos desempregados inscritos possuíam um nível de escolaridade até ao 3.º ciclo (que compreende o 10.º, 11.º e 12.º anos), afirmou o delegado regional do IEFP/Algarve, António Palma.

“A nossa política tem sido tentar elevar os níveis de qualificação e dar competências para que as pessoas estejam preparadas para integrar o mercado de trabalho”, salientou.

António Palma falava aos jornalistas à margem da iniciativa “Faro Empreendedor”, que decorre até sábado na Universidade do Algarve com o objetivo de promover o empreendedorismo e debater medidas de combate ao desemprego.

Durante o certame, que começou hoje, os participantes poderão frequentar “workshops” sobre técnicas de procura de emprego, assistir a mesas redondas sobre estágios ou seminários sobre empreendedorismo.

No espaço de um ano o desemprego aumentou 16,7 por cento no Algarve, segundo a informação mensal de outubro do IEFP, que indica que no final de outubro existiam mais 9 por cento de desempregados inscritos do que em setembro.

Os mesmos dados revelam que em outubro estavam inscritos nos centros de emprego 23.624 pessoas, mais 16,7 por cento do que em outubro de 2009, embora o desemprego real na região atinja cerca de 30 mil pessoas, estimam os sindicatos.

Segundo o diretor regional do IEFP, as áreas dos serviços e comércio é onde se encontram mais ofertas de emprego, que admitiu que o tecido empresarial da região nem sempre tem capacidade para absorver os desempregados.

A iniciativa “Faro Empreendedor” decorre até sábado na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve.

Lusa

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