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Foto © Luís Forra/Lusa
Foto © Luís Forra/Lusa

A maioria dos turistas holandeses envolvidos no acidente que na quarta-feira causou três mortos no Algarve não manifestaram, para já, vontade de regressar à Holanda, disse aos jornalistas um porta-voz do operador turístico que organizou a viagem.

“Recebemos muito poucos pedidos de pessoas que querem regressar, a maioria das pessoas que saíram do hospital não nos disseram ainda que querem voar de volta”, disse o porta-voz da TUI Travel nos Países Baixos, Hans van Haelemeesch, garantindo que todos os meios estarão disponíveis para os turistas que sentirem necessidade de regressar à Holanda.

Segundo aquele responsável, que falava aos jornalistas junto ao serviço de urgência do Hospital de Faro, existem elementos do operador turístico a postos para servir os passageiros que quiserem regressar para junto dos seus familiares, mas também para prestar assistência aos que quiserem esperar.

“Nós ouvimos os clientes e fazemos o que eles quiserem, asseguramo-nos de que estão confortáveis, perguntamos quais os seus desejos e os que quiserem ir para os hotéis que reservaram são encaminhados para lá”, referiu, observando que a situação que os turistas viveram na última noite foi “muito emocional” e que existem soluções “feitas à medida” para todos os cenários.

Hans van Haelemeesch mostrou-se impressionado com a forma como os serviços de emergência estiveram empenhados no acidente, elogiando a eficiência das operações de socorro e a maneira como os feridos foram tratados nos hospitais algarvios.

“É muito reconfortante para nós, como um importante operador turístico, e para os nossos clientes, saber que se algo de tão triste acontecer, ao menos podemos contar com um ótimo sistema”, referiu.

Aquele responsável acrescentou que a prioridade, neste momento, é garantir que os feridos estão a receber a assistência médica necessária, mas também a informação que requisitarem.

Referiu ainda que, no local do acidente, estiveram 15 pessoas da empresa e que agora existem 30 elementos espalhados pelos locais por onde estão os turistas para lhes dar assistência.

Na Holanda, está uma equipa de crise a dar apoio aos familiares em conjunto com o gabinete dos Negócios Estrangeiros e uma empresa especializada na prestação de apoio psicológico.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, disse que as bagagens dos passageiros foram transportadas durante a madrugada para o quartel da Brigada de Trânsito de Albufeira.

Os 33 turistas, entre os quais uma criança de três anos, que perdeu a mãe no acidente, seguiam para vários hotéis situados em Armação de Pera, Praia da Rocha (Portimão) e Lagos, quando o motorista do autocarro se despistou.

A criança e o pai, que já tiveram alta, tiveram apoio psicológico por parte das equipas de emergência médica e também da Cruz Vermelha de Albufeira, acrescentou o autarca.

Os turistas voaram do aeroporto de Schippol, em Amesterdão, na companhia Arke Fly, para Faro, onde aterraram às 21:14.

Oito das 31 pessoas feridas no acidente mantêm-se em observação nos hospitais da região, mas apenas uma mulher de 64 anos se encontra em estado crítico e apresenta prognóstico muito reservado disse aos jornalistas fonte hospitalar.

Segundo a mesma fonte, três dos feridos tiveram alta do Hospital de Faro hoje de manhã, mantendo-se quatro, incluindo a mulher com prognóstico reservado.

O trânsito na A22 (Via do Infante) foi reaberto no sentido Portimão-Faro cerca das 03:00 de hoje e, segundo a GNR de Albufeira, o autocarro foi retirado às 07:00 da ravina onde tinha caído.

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