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O presidente do PSD do Algarve, Luís Gomes, disse à Agência Lusa que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, já disse que o novo Hospital Central do Algarve é uma “prioridade nacional e que, tendo o Estado capacidade para investir na Saúde, seria uma obra a avançar”.

Luís Gomes afirmou que, “desde 2005 até 2011, o Governo de José Sócrates (PS) disse que iria construí-lo e não o fez” e defendeu que “as palavras do ministro da Saúde são sábias, sérias e claras e uma manifestação de vontade de fazer o novo hospital e considerá-lo uma prioridade” a nível nacional.

“Não podemos é confundir um processo concursal, que está a decorrer, sabe-se lá em que moldes, se calhar ruinosos para o Estado, como muitas outras parcerias público-privadas que foram realizadas, com a vontade de construir o hospital”, sublinhou.

O deputado do CDS/PP Artur Rego, eleito pelo Algarve, considerou que se trata de “uma obra importante”, que “não está em risco”, mas cujo “‘timing’ está a ser equacionado”.

O Governo “está a fazer uma política de verdade, o Orçamento do Estado está a exigir sacrifícios tremendos aos portugueses e, apesar de ser uma obra prioritária, tem que haver verba para ela e não pode ser retirada de outras rubricas mais urgentes”, afirmou.

O deputado popular considerou que, apesar de o novo hospital ser importante para a região, “não é mais prioritário neste momento do que pôr comida na mesa”.

Luís Gomes acrescentou que o ministro da Saúde “tem que analisar o concurso e aproveitá-lo ou lançar outro, mas tendo sempre por base essa manifestação de vontade”.

O líder da Federação do PS do Algarve, Miguel Freitas, espera que o Governo encontre uma forma de “não deixar cair” o concurso para a construção do novo Hospital Central do Algarve, defendendo que “cabe ao Governo encontrar uma solução de financiamento” para que “a região não perca esta oportunidade”.

Este projeto “é uma prioridade regional, mantém toda a importância e o que esperamos do Governo é que encontre soluções de financiamento, que podem passar pela renegociação dos termos e prazos do contrato”, afirmou Miguel Freitas à Agência Lusa.

O dirigente do PS algarvio reconheceu que atualmente “as questões financeiras são importantes”, mas reiterou que “há sempre hipótese de renegociar com a Teixeira Duarte (empresa que se apresentou ao concurso de parceria público privada para construir o novo Hospital e cuja proposta está em fase de análise) para não se deixar cair o processo”.

Já o deputado do PCP Paulo Sá, eleito pelo círculo do Algarve, considerou que “qualquer atraso na construção do Hospital Central é inaceitável”, defendendo que, “independentemente das condições financeiras do País, o Hospital é absolutamente necessário para a região”.

Paulo Sá disse que na proposta de Orçamento do Estado para 2012 não é possível ver se está verba disponível para o projeto, mas sublinhou que o PCP irá questionar o Ministério sobre o assunto.

A Agência Lusa tentou ouvir a deputada do Bloco de Esquerda Cecília Honório, mas até ao momento não foi possível.

Lusa
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