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Em meados de 2009, existiam cerca de 300 estabelecimentos de comércio tradicional nas principais zonas comerciais de Portimão, mas em cerca de ano e meio foram cerca uma centena as lojas a fechar naquela zona. “Alguns comerciantes têm resistido, mas outros não estão a aguentar a crise e preparam-se para fechar as lojas”, observou o presidente da ACP, Paulo Pacheco.

Segundo o responsável, a crise económica, a concorrência das quatro grandes superfícies instaladas no concelho, a falta de estacionamento e a “má organização dos comerciantes têm sido responsáveis pela morte” do pequeno comércio.

“Existem vários fatores, entre os quais a falta de preparação dos comerciantes para as regras do mercado”, admitiu Paulo Pacheco. “Agora, há que fazer algo rapidamente para inverter a situação e evitar a extinção do comércio tradicional”.

Para o dirigente associativo, desenvolver sistemas iguais aos do comércio espanhol – com ações que não especificou – e conseguir uma organização comercial como a das grandes superfícies poderia revitalizar o pequeno comércio do centro da cidade.

"Se nos organizássemos como os centros comerciais, também conseguiríamos preços mais competitivos que permitiriam outra sustentabilidade", observou, referindo-se a uma atividade mais concertada entre os comerciantes.

Paulo Pacheco disse ainda que a falta de estacionamento tem contribuído para o afastamento das pessoas do centro da cidade, "contrastando com a oferta nos grandes espaços comerciais, onde esse estacionamento é facilitado e gratuito".

"Encaramos o futuro com apreensão, mas temos esperança de que consigamos encontrar soluções para inverter a situação", concluiu o responsável.

Liliana Lourencinho com Lusa

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